segunda-feira, 1 de junho de 2015

RICHARD FELDER: UM ENGENHEIRO COM ESTILO DIFERENTE

(Texto enviado pelo Representante Beta EQ, Murilo Maioli)

Certeza vocês conhecem o livro Princípios Elementares Dos Processos Químicos. Esse livro engloba um dos assuntos mais importante na graduação de engenharia química, o balanço material. Além disso, em muitas universidades, o primeiro contato dos alunos com os assuntos básicos da engenharia química é o livro de Richard Felder.


            O autor desse livro nasceu em 1939 na cidade de Nova York, onde estudou (City College of New York) e se formou em engenharia química no ano de 1962. Logo em seguida, em 1966, Richard M. Felder se tornou Ph.D em engenharia química estudando em Princeton University Em 1969, Richard se tornou professor na North Carolina State Uniersity e, em 1999, se ele aposentou como professor emérito na mesma faculdade.

            O título de professor emérito é concedido de forma rigorosa pelas universidades e, nos dias atuais, é o título de maior expressão dentro do mundo acadêmico. Como Richard conseguiu esse título após se aposentar, é fácil perceber as grandes contribuições dele para a engenharia Química durante sua vida. Dentre todas as contribuições, os estilos de aprendizados descrito por Richard, com certeza, merecem um destaque.

            Em 1988, Felder estava incomodado com a quantidade de alunos que desistiam dos cursos de engenharia química nos anos iniciais e decidiu observar os motivos. Dentre os fatores, podemos citar: Passividade na sala de aula, ou seja, as aulas são extremamente expositivas e pouco interativa; competição por notas; e foco em resolução de problemas em detrimento da compreensão conceitual. Diante disso, Felder e Silvermaa, a partir de pesquisas e observações dentro do mundo acadêmico, criaram os cinco estilos de aprendizados, após concluírem que os alunos aprendem de forma diferente. Essa conclusão é bem perceptível dentro do nosso cotidiano, por exemplo, todos semestre existe um professor odiado por todos os alunos por causa do seu método de ensino, mas, ao mesmo tempo, um ou dois alunos adoraram o professor. Assim como na pesquisa de Felder e Silverman, podemos notar que os alunos aprendem partindo de diferentes estímulos.

            Felder e Silverman classificou os diferentes estilos em cinco pares antagônicos, são eles: Visual/Verbal, Sensorial/Intuitivo, Indutivo/Dedutivo, Ativo/Reflexivo e Sequencial/Global. O primeiro refere-se a forma de captação de informação, por exemplo, alguns alunos aprendem mais quando o assunto é exposto em tabelas, gráficos, vídeo etc. Em contrapartida, outros alunos aprendem mais a partir de estímulos verbais, como, a oratória.

            O sensorial/intuito está intimamente ligado com a percepção das informações no ambiente. Enquanto, os sensoriais são mais concretos, os intuitivos são mais asbstratos, em outras palavras, amam conceitos e teorias.

            Outra classificação está ligada a forma de raciocínio, indutivo/dedutivo. O primeiro possui um raciocínio voltado para o todo a partir de casos específicos, como, concluir que um saco de arros é do tipo A partindo de três porções com 80% de arroz do tipo A. Enquanto, o dedutivo parte de informações gerais para concluir um caso especifico. Por exemplo, sabemos que todo homem é mortal e Sócrates é homem, logo, Sócrates é mortal.

            O processamento da informação é caracterizado como ativo ou reflexivo. Como o próprio nome sugere, os ativos processam a informação exercitando, ou seja, realizando atividades que envolvam um determinado assunto. Por outro lado, os reflexivos preferem analisar os assuntos antes de aplica-lo.

            Além disso, podemos classifica a compreensão como linear ou global. Ou seja, alguns alunos aprendem melhor quando o assunto é exposto de forma linear e facetada, mas, em contrapartida, outros alunos aprendem melhor quando o assunto é ensinado com enfoque global.

            Os estilos de aprendizado de Felder e Silverman são extremamente difundidos no mundo acamico e como prova podemos citar os diversos reconhecimentos no mundo acadêmico decorrente desse estudo, como, companheiro da ASEE (American Society for Engineering Education) em 1996; prêmio de excelência em ensino concedida pela University of North Carolina em 1997; prêmio global por excelência em ensino de engeharia ganho em 2012; e muitos outros prêmios impossíveis de listar.

Por fim, os estilos de Felder se mostram extremamente atuais mesmo após mais de 25 anos. Prova disso, é a utilização do ILS – Index of Learning Style, um questionário desenvolvido por Richard com o intuito de identificar os diferentes estilos de aprendizado, em diversas pesquisas no Brasil. Por exemplo, O ILS foi utilizado para análisar os estilos de aprendizagem em alunos da pós-graduação a distância de um polo EAD em Salvador, Bahia, Brasil

Referências
            

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