sexta-feira, 19 de junho de 2015

DESTILAÇÃO FLASH

Texto enviado pela representante Beta EQ, Raisa Sant'Ana
A destilação flash é o exemplo mais simples de uma separação por destilação. Consiste na vaporização de uma fração definida da corrente de alimentação, de maneira que o vapor obtido no processo é separado e condensado, de forma que fique em equilíbrio termodinâmico com o líquido residual obtido. [1]

Geralmente, a corrente de alimentação (líquida) é aquecida em um trocador de calor, passando posteriormente por uma válvula onde sofre uma queda de pressão. Em seguida, passa por um flash adiabático onde serão formadas duas correntes saturadas e em equilíbrio, sendo uma de líquido e outra de vapor.  O tanque flash permite facilmente a separação e remoção dessas fases. [1,2]
A destilação flash é utilizada em sistemas de dessalinização de água, onde a água é aquecida e bombeada para um tanque a baixa pressão onde se vaporiza repentinamente. O vapor é condensado e retirado como água pura. O líquido não vaporizado segue para a unidade flash seguinte. [1]

Apesar de esse processo ser também muito utilizado na indústria química e petroquímica, o processo de destilação flash é normalmente utilizado como um processo de tratamento preliminar, sendo as duas correntes geradas submetidas a destilações subsequentes. Isso porque a separação das correntes possui um limite determinado pelo equilíbrio termodinâmico, sendo que a separação só é razoável se a diferença de volatilidade  entre os dois compostos for elevada.  [1,2]
Desta maneira, vê-se que apesar da destilação flash operar de maneira simples e fácil, o processo é limitado à separação de substâncias com diferentes de pontos de ebulição.         

REFERÊNCIAS

1.               DESTILAÇÃO FLASH,” http://labvirtual.eq.uc.pt/siteJoomla/index. php?option=com_content&task=view&id=223&Itemid=413#7 (20150

2.      “AVALIAÇÃO DA INFLUÊNCIA DA PRESSÃO, TEMPERATURA E CONDIÇÕES DE OPERAÇÃO SOBRE UM SISTEMA DE DESTILAÇÃO FRACIONADA DE UMA SOLUÇÃO GLICERINOSA PROVENIENTE DE UMA UNIDADE DE PRODUÇÃO DE BIODIESEL,” http://www.eq.ufc.br/TFC/TFC_2010_Brito.pdf (2010). 


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