sexta-feira, 22 de maio de 2015

POR DENTRO DA MICHELIN - ENTREVISTA

(Texto enviado pela Representante do Beta EQ, Samantha Caram)

A Michelin é uma das líderes mundiais na fabricação e comercialização de pneus, com presença comercial em mais de 170 países, além de 69 unidades de produção, 3 centros de tecnologia e 3 unidades de beneficiamento de borracha natural.

A empresa, com mais de 100 anos de idade, teve seu início na França, com dois irmãos que assumiram uma pequena fábrica herdada pelo avô e, com um faro aguçado para negócios e grandes ideias, conduziram os primeiros passos no que é hoje uma das líderes de mercado no quesito pneus.

O sucesso está baseado em três pontos estratégicos que contemplam o crescimento: área sustentável, competitividade e comprometimento – tanto com o desenvolvimento social, quanto com o meio ambiente.

O resultado deste comprometimento é: os produtos e serviços da Michelin atingem áreas variadas, desde pneus para automóveis e motocicletas, como também para aviões, caminhões, ônibus, tratores, bicicletas, além da produção de câmaras de ar e cabos.

Para sabermos sobre a atuação de um engenheiro químico dentro da Michelin, convidamos a engenheira química Moara Nunes para falar a respeito do seu trabalho dentro da empresa.

Olá, Moara. Gostaria primeiramente de saber um pouco de você. Você é formada em qual universidade? Por que escolheu a Engenharia Química? 

M: Sou formada em Engenharia Química pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). 

Minha escolha pelo curso foi sendo construída pelo meu interesse pelas ciências exatas, especialmente química e física. Em seguida, pela necessidade de uma profissão dinâmica, na qual eu pudesse me reinventar. Mas nunca é fácil aos 16 anos escolher o que vamos fazer nos próximos anos de nossas vidas. 

De início, como foi a sua inserção no mercado de trabalho? Como você ingressou na Michelin? 

M: Fiz 1,5 anos de estágio na Michelin durante meu curso na UFRRJ. Em seguida, devido minha ida à França pelo programa, do Governo Federal, Ciências sem Fronteiras, fui obrigada a sair do estágio. 

Na França, me candidatei a um novo estágio na Michelin, e lá passei 5 meses no centro de tecnologia. 

De retorno ao Brasil, as portas estavam abertas e pude começar minha vida profissional na empresa. 

Você acha que teve algum diferencial no processo seletivo para ser selecionada? 

M: A pessoa que me recrutou acompanhou meu trabalhou durantes meus dois estágios, portanto não foi exatamente um processo seletivo, digamos que após certo tempo de estagio comecei a ser preparada para assumir meu posto atual. Porém, durante a seleção para o estágio, sem dúvidas, o domínio do idioma Francês foi um diferencial. 

Qual é a área em que você atua dentro da empresa? Como é o seu dia-a-dia lá dentro? 

M: Eu trabalho com Pesquisa e Desenvolvimento de matérias-primas e fornecedores. Minha função é garantir a qualidade ao longo do tempo dos produtos usados para fabricar os pneus. 

Portanto, minha rotina é bem dinâmica e se divide entre o acompanhamento do processo de produção dos fornecedores, utilização das matérias-primas na Michelin, prospecção de novos potenciais, fornecedores e matérias-primas, assim como definição das características técnicas necessárias na matéria-prima para garantir boa processabilidade e performance. 

Além da área em que você atua, há outras atividades que também possam ser realizadas por Engenheiros Químicos? Se sim, quais? 

M: Sem dúvidas. Temos uma formação muito rica, e por mais que durante o curso talvez não percebamos, a Engenharia Química desenvolve uma percepção mais ampla do mundo e um senso lógico e crítico que são indispensáveis ao mercado de trabalho. 

Umas das áreas muito comuns aos engenheiros químicos é o management, mercado financeiro, engenharia industrial, entre outras. O que você poderia deixar de conselho como uma profissional para aqueles que estão para se formar? 

M: Além da excelência e domínio dos conceitos aprendidos ao longo do curso, sem dúvidas, o domínio de outros idiomas (inglês obrigatório!), a comunicação interpessoal e dinamismo são peças chave para uma boa colocação no mercado de trabalho.

Para saber mais sobre a empresa, consulte em http://www.michelin.com.br/

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