quinta-feira, 21 de maio de 2015

ICAL: DE MINAS PARA O BRASIL

(Texto enviado pelo Representante Beta EQ, Thiago Lopes de Melo Faria).

A indústria de cal (CaO) no Brasil representa um importante segmento da economia, gerando milhares de empregos diretos e indiretos, com inúmeras oportunidades para Engenheiros Químicos nas áreas de processo, pesquisa e desenvolvimento, projetos, dentre várias outras. O Brasil ocupa atualmente a 5ª posição no ranking mundial de produtores, respondendo por 2,4% do total, segundo dados do Sumário Mineral de 20141.
           
Neste contexto o grupo ICAL se apresenta como um dos maiores e mais importantes do segmento no Brasil, com mais de 60 anos de atuação no mercado. A indústria que deu origem ao grupo foi fundada em 1949 pelo empresário mineiro Lúcio Pentagna Guimarães, membro da família que também fundou a empresa Magnesita S/A e o Banco BMG, com a construção do primeiro forno vertical de produção contínua da América do Sul na cidade de São José da Lapa, localizada na região metropolitana de Belo Horizonte. Desde então, a expansão dos negócios resultou na construção de novas plantas produtivas, não só de cal virgem, mas também de cal hidratada (CaOH2) e na aquisição de jazidas de calcário, matéria-prima para a produção da cal, sendo tais unidades: Pains, Matozinhos, Montreal, Prudente de Morais, Baraúnas, citando ainda a fábrica Usibrita Ltda. A capacidade produtiva atual do grupo ultrapassa 1,8 milhões de ton/ano, com jazidas estimadas de 1,5 bilhões de toneladas. Cabe comentar, que as empresas do grupo comercializam subprodutos do calcário, como brita e areia artificial, sendo estas alternativas para dar vazão à fração da matéria-prima que não atende aos pré-requisitos para a produção da cal.


O processo produtivo na ICAL, assim como em outras indústrias do segmento, começa no mapeamento geológico da mina a ser utilizada, com a caracterização físico-química do calcário e posterior estudo de viabilidade econômica. Após a realização dos estudos pertinentes e aquisição da mina, a indústria instalada realiza a lavra do calcário utilizado, que pode ser dolomítico (com teores de magnésio na forma de MgCO3 entre 10 e 15%) e também calcítico (teores de 0 a 1% de MgCO3). Explosivos são inseridos em áreas pré-determinadas, ocorrendo o desmonte do local e retirada posterior do calcário com auxílio de máquinas e meios de transporte especiais. O calcário é então britado e reduzido a faixas granulométricas específicas para a produção de determinado tipo de tipo cal. As faixas inferiores são direcionadas aos subprodutos mencionados acima. A matéria-prima é então direcionada à pré-aquecedores no intuito de evitar choques térmicos com a superfície interna dos fornos (temperaturas que variam entre 600 e 1000 ºC), evitando assim características indesejadas no produto acabado. Por sua vez, a cal produzida é direcionada a silos de armazenamento e esfriamento (a cal virgem resfriada tende a ficar quebradiça e absorver umidade indesejada, o que compromete seu desempenho). Nessa etapa a cal já está pronta para ser comercializada ou pode ser direcionada para o processo de hidratação, que consiste na adição controlada de água e insumos específicos à cal virgem para obtenção da cal hidratada. Tal processo pode ser observado em uma animação disponibilizada no próprio site da ICAL, através de um link inserido no final deste texto2. Em todas as etapas citadas, as matérias-primas, os produtos em processo, bem como os produtos acabados são submetidos a ensaios-padrão e também à outros testes de acordo com o segmento e especificações técnicas firmadas entre a indústria e o cliente. Em relação aos segmentos de mercado atendidos podem ser citados a indústria açucareira, a siderurgia, produção de ouro, indústria de papel e celulose, produção de couro, no tratamento de água e efluentes, na indústria química, construção civil, dentre outros.


A ICAL, como um grupo, promove também o intercâmbio de conhecimento entre seus colaboradores, buscando o aperfeiçoamento e maior capacitação dos mesmos. As unidades fabris trabalham em conjunto, suprindo necessidades pontuais e emergenciais no que diz respeito a produtos, treinamentos e demais recursos comuns entre as mesmas.

O Engenheiro Químico, dentro da ICAL, pode desempenhar funções como controle e planejamento de processos, tendo em vista que o portfólio engloba produtos que demandam constante aumento na produtividade, dado o crescimento do consumo no mercado. As atividades de pesquisa e desenvolvimento tanto para produtos quanto para processos são também possibilidades de atuação deste profissional, pois a eficiência maior dos produtos e também o desenvolvimento de outros que possam substituir matérias-primas mais onerosas são necessidades reais dos clientes. Atividades de consultoria e assessoria, na forma de testes nas instalações dos clientes durante o processo de validação do produto para o fornecimento, bem como funções de supervisão e responsabilidade técnica podem também ser desempenhadas pelo Engenheiro Químico dentro da empresa.


Enfim, a ICAL se mostra como um grupo consolidado em seu mercado de atuação, como boas oportunidades e grande potencial de crescimento. Outras informações e detalhes podem ser consultados no site oficial do grupo e também no vídeo institucional disponibilizado  abaixo.



REFERÊNCIAS

1 DEPARTAMENTO NACIONAL DE PRODUÇÃO MINERAL. Sumário Mineral de 2014. Disponível em: <    http://www.dnpm.gov.br/dnpm/ sumarios/sumario-mineral-2014 > Acessado em: 28 de abril de 2015.

2 ICAL. Planta Virtual. Disponível em: < http://www.ical.com.br/planta.html > Acessado em: 28 de abril de 2015.

ICAL. Histórico. Disponível em: < http://www.ical.com.br/historico2.html > Acessado em: 28 de abril de 2015.

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