terça-feira, 26 de maio de 2015

GERENCIAMENTO DA PIOR VARIÁVEL


(Texto enviado pelo Representante Beta EQ, Felipe Algazal Morelli)

Em um projeto há diversas variáveis que o gerente precisa lidar, mas com certeza a variável mais difícil de controlar é pessoa. Portanto, nesse texto abordaremos alguns insights sobre a gestão de pessoas e seus principais desafios.

Primeiramente, a perfeição encontra-se no equilíbrio. Ou seja, você não pode ser muito maleável com as pessoas, pois você acaba obtendo resultados insatisfatórios, e não muito agressivo, pois piora o ambiente de trabalho e o deixa hostil, o que sem dúvida é muito ruim. Ou então, quando você tiver uma ideia e compartilhar com o grupo, não seja tão apaixonado por ela a ponto de não enxergar seus erros; acredite, há sempre algo a melhorar na sua ideia. Mas, por outro lado, não seja tão desapegado da sua ideia a ponto de deixar que qualquer rejeição a derrube. Ideias novas sempre serão contestadas.

A segunda ainda respeita a regra do equilíbrio, mas ela é tão importante que resolvi dar-lhe um destaque: seja democrático ao gerenciar. Há três formas de gerenciar. Ser autoritário é um dos extremos. O perfil autoritário todos nós conhecemos: é o famoso chefe. O outro extremo é ser permissivo. Esse as pessoas estão percebendo agora seus males. Nele pode tudo. Portanto, o ideal, novamente, é ser o equilíbrio disso. Para ilustrar como isso é um problema, o defeito mais recorrente dos pais das gerações passadas eram que eles eram extremamente autoritários. Perceberam o erro e começaram a mudar. Entretanto, agora temos como defeito mais recorrente os permissivos, que fazem o que os filhos querem, não impõe limites. Portanto, correto, e difícil, é ser democrático. Dar a equipe oportunidade de todos falarem, mas sempre com foco, para se chegar ao objetivo e na meta que inicialmente todos concordaram alcançar.

Agora, nessa sugestão, falaremos como lidar com as pessoas diretamente, como trata-las. E a regra é simples, como sempre, mas difícil de seguir: sempre fale a verdade e trate as pessoas com amor. Ou seja, verdade e amor. Falar a verdade a alguém é imprescindível, mas sempre fale com amor. Nunca para machucar a pessoas, nem a humilhar. Para isso você precisa conhecê-la; se ela gosta de pessoas mais diretas, seja direta com ela, se ela prefere que fale com jeito, como a maioria das pessoas, fale com jeito. O maior erro dos gerentes é que normalmente eles são diretos, e por serem assim acham que todos deveriam ser como ele é. Errado: no amor nós pensamos sempre primeiramente no outro, nunca em nós.

Por fim, gostaria de falar rapidamente sobre liderança servidora. Gostaria de indicar a todos o livro “O monge e o executivo” que esclarece muito bem essa questão. Portanto, para instigá-lo a ler ele, porque nada que eu disser substituirá essa leitura, essa liderança é simplesmente revolucionária e algo que as empresas estão bem longe de conquistar. É onde o gerente para de mandar e começa a servir, e seus subordinados ao invés de só obedecer começam a discutir melhores soluções e se sentirem responsáveis pela tarefa a ser realizada. Nela todos os membros trabalham e o líder serve, ao invés do contrário. Nisso você ganha duas coisas: produtividade, obviamente, mas principalmente, motivação dos membros.

Confesso que todos esses dizeres são inúteis se não houver a prática. Portanto o que digo sempre é que se quiser aprender a conduzir equipes, comece conduzindo equipes, e faça isso até o final da vida. Talvez lá na frente consiga ter certeza de algo, pois, lembrando, essa variável literalmente varia muito.

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