sexta-feira, 8 de maio de 2015

ENGENHARIA DESCONHECIDA


(Oportunidade enviada pelo representante do Beta EQ, Bruno Maioli)

Uma das engenharias mais desconhecidas é a engenharia nuclear, entretanto essa engenharia está em ascensão. Prova disso é a falta de mão de obra especializada nessa área, além do crescimento exponencial das aplicações dos conhecimentos nuclear, como, a criação de equipamentos radiológicos, construção de usinas nucleares e, claro, a área da pesquisa.


            Como dito anteriormente a engenharia nuclear está crescendo, mas, mesmo assim, existe apenas uma instituição oferecendo esse curso em nível de graduação, a UFRJ. Apesar disso, existe diversos curso de pós-graduação nessa área oferecidos pelo IME (Instituto Militar de Engenharia), IEN (Instituto de engenharia nuclear), USP e a UFMG. Durante a graduação, os discentes estudam as matérias do ciclo básico de qualquer engenharia, por exemplo, física, química e cálculo. E, a partir do terceiro ano, eles se deparam com as matérias especificas como física nuclear aplicada, engenharia de reatores, radioproteção básica e física de reatores.
            Em geral, as pós-graduação são especificas para os engenheiros químicos, como, é o caso do IME. Entretanto algumas instituições oferecem essa pós-graduação para alunos de engenharia de outros cursos, dentre eles, a engenharia mecânica e elétrica. É importante destacar que essas instituições oferecem os dois tipos de pós-graduação, a Lato Sensu e a Stricto Sensu, ou seja, a formação do engenheiro nuclear pode ser voltada tanto para a área acadêmica como para a industrial.
            Após formados, os engenheiros nucleares podem trabalhar em áreas, como, a criação e manutenção de reatores nucleares. Dentro dessa área, eles podem trabalhar na manutenção e na operação dos reatores em Angra 1 e 2 e, além disso, podem colaborar com a criação da Angra 3 que começa a operar de forma industrial em 2018.
            Como as usinas de Angra 1 e 2 e as demais usinas nucleares geram resíduos perigosos, os engenheiros formados podem, também, trabalhar na área de gestão de resíduos nucleares no IEN (Instituto de engenharia nuclear). O instituto é responsável por transportar e armazenar os desejos nucleares das usinas de Angra 1 e 2, além, de se responsabilizar por qualquer lixo radioativo gerado em qualquer lugar do Brasil.
            Além da gestão de resíduos radiativos e do trabalho clássico nas usinas, os engenheiros nucleares podem atuar na área de criação e manutenção de equipamentos médicos, como, os equipamentos de raio-x e o Magneto (Equipamento capaz de realizar exames de ultrassonografia).  Apesar de existir essas áreas de atuações no mercado, o engenheiro nuclear pode se tornar pesquisador ao cursar os mestrados e doutorados oferecidos pelas instituições citadas inicialmente.

            Em suma, os engenheiros nucleares estão se formando e levando esse nome com eles, mas, apesar de ser considerada uma outra engenharia, essa formação é uma nova área para os engenheiros químicos. É indiscutível a capacidade de qualquer engenheiro se torna um engenheiro nuclear, mas, sem dúvida, a engenharia nuclear está de braços dados com a engenharia química. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário