segunda-feira, 23 de março de 2015

O ENGENHEIRO COMO GESTOR DE EMPRESAS

(Texto enviado pela Representante Beta EQ, Ana Karla Honório)

O engenheiro vive envolvido com números e processos, porém se pretende fugir das outras áreas é bom repensar na escolha, é preciso saber lidar com pessoas! Cada vez mais encontra-se engenheiros a frente de grandes empresas, o mercado tem buscado esses profissionais para atuar como gestores.


Segundo Vanderli Fava de Oliveira, coordenador do Núcleo de Estudos e Pesquisa sobre Formação e Exercício Profissional em Engenharia (Nupenge) e diretor de Comunicação da Associação Brasileira de Educação em Engenharia (Abenge), no Brasil, de cada sete engenheiros formados, apenas dois trabalham diretamente em atividades de sua área de formação. De acordo com Ricardo Haag, sócio-gerente da Asap, consultoria de recrutamento e seleção de executivos, além de conhecimentos técnicos, competências gerenciais, um segundo ou terceiro idioma e habilidades de relacionamento com diferentes áreas são fundamentais. O presidente do Crea-PR, Álvaro Cabrini Junior, diz que essa ligação entre engenheiros e a gestão empresarial ganhou forças nas últimas décadas, devido ao fato das pessoas que estavam trabalhando com a engenharia estavam ganhando baixos salários.


O engenheiro antes de tudo é um planejador, prosperou como empresário e deixou de ser puramente engenheiro. O que torna o perfil do engenheiro atrativo para outras áreas é a natureza dos conhecimentos inerentes à Engenharia, como raciocínio lógico, facilidade de cálculos, visão sistêmica e a capacidade de relacionar diversas variáveis. Eles sabem resolver problemas como ninguém, isso quer dizer que não desistem de encontrar uma solução, não se contentam com os dados aparentes, têm uma lógica para trabalhar.

Carlos da Costa, diretor do Ibmec (Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais), em São Paulo destaca algumas qualidades nos engenheiros:

Exatidão - engenheiros não lidam com margem de erro, aquela possibilidade de dar tudo errado. Ao olhar um problema, identificam todas as variáveis e questionam os dados até achar a resposta certa. Com eles, chute não tem vez.

Lógica - quantos táxis há em Nova York? Quantas bolinhas de pingue-pongue cabem em um Boeing 737? Um engenheiro dificilmente perde a cabeça

diante de perguntas como essas, típicas de entrevistas de recrutamento. Antes de chegar a alguma conclusão sobre o todo, ele quebra em pedacinhos, analisa cada um e então monta tudo e resolve a questão. Ele sabe o que está falando: é formado em engenharia mecânica e aeronáutica.

Raciocínio analítico - engenheiros aprendem a pensar de maneira estruturada e têm capacidade de abstrair e criar fórmulas para chegar a uma resposta, mesmo com informações incompletas.

Autodidatismo - pergunte a um engenheiro formado em uma escola de primeira linha sobre apostilas que ele usou no curso. "Do que é que você está falando?", ele deve responder. Uma característica marcante das boas faculdades de engenharia, que aparece também em escolas de outras áreas, é que os alunos não recebem nada mastigado, condensado em apostilas. Eles precisam correr atrás da matéria, conseguir as informações sozinhos. Essa é uma das maiores contribuições da faculdade.

Familiaridade com números - com tantas informações e dados ao alcance de todos, a capacidade de lidar com matemática e com estatística tornou fundamental para um bom gestor.

Assim como em qualquer graduação, o profissional não sai completo! O engenheiro que pretender seguir carreira como gestor deve buscar reforços na área humanística. Administração, economia e psicologia são áreas recomendadas para quem quer ir além. São nessas áreas que se aprende técnicas de negociação, liderança e marketing. Não se pode esquecer que características pessoais são fundamentais, e muitas vezes essas não são fáceis de serem desenvolvidas. O profissional deve saber se comunicar, oral e escrita, e deve saber se comportar diante de pessoas acima ou abaixo do seu organograma.

Em Franca, duas universidades oferecem pós-graduações na área. Na UNIFACEF, o curso é MBA Gestão Empresarial, o principal objetivo é capacitar o profissional com uma formação qualificada, a partir de uma ampla e moderna visão da administração empresarial, que permite o conhecimento e a interação das diversas áreas de uma empresa. A partir de uma visão generalista e voltada para a prática dos negócios, o curso procura focar nas principais áreas funcionais de gestão empresarial, para que o participante desenvolva uma visão estratégica e sistêmica em busca de uma adequação da organização ao padrão de competitividade das empresas e ao ambiente de mudanças que ocorre no panorama global de negócios. O curso procura ainda desenvolver habilidades para tomada de decisões eficazes e estimular a reflexão e a troca de experiências entre o corpo discente e o docente. Já na UNIFRAN, é MBA Gestão Estratégica de Negócios, onde o objetivo é proporcionar o desenvolvimento da capacidade de gestão em ambientes de constantes mudanças, enfatizando a integração de conhecimentos específicos de todas as áreas de um negócio; ampliar a visão empresarial e fornece ferramentas para a conquista do diferencial competitivo; melhorar o desempenho profissional através da discussão e interiorização dos mais modernos conceitos de gestão empresarial; preparar e qualificar os participantes para a globalização do emprego e o protagonismo empreendedor.

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