domingo, 22 de março de 2015

LATICÍNIOS: UMA ÁREA PROMISSORA NO RAMO DE ALIMENTOS

(Texto enviado pelo Representante Beta EQ, Wallas Souza)

O acadêmico em Engenharia Química possui certas vantagens quando comparado as demais engenharias. Considerando que fazemos parte do seleto grupo da engenharia universal, após a conclusão da graduação temos diversas opções de atuação no mercado de trabalho, pois além da abrangência que o curso nos proporciona, há também a oportunidade de assumir cargos gerenciais, e até alçar voo e montar nosso próprio negócio.


Apesar de tal abrangência, nesse texto focaremos na área de alimentos, mais especificamente na indústria de laticínios, e nele teremos uma visão geral de algumas peculiaridades, bem como o direcionamento que deve tomar o profissional que deseja atuar na área.

Enquanto estudante, aqueles que pretendem ingressar nesse ramo, deve cursar disciplinas optativas, se possível, na área de alimentos, como por exemplo, tecnologia de processamento de alimentos e microbiologia, a julgar pelo fato que isso servirá de base para seu trabalho na indústria.

Trabalhar em equipe é fundamental, e manter o Programa de Boas Práticas de Fabricação (BPF) em um laticínio é imprescindível.

A parte que diz respeito ao trabalho em equipe se remete ao fato de que se os funcionários não mantiverem a indústria em produção na ausência do Engenheiro Químico, é um sinal que a situação necessita ser revista, pois esses estão insatisfeitos com alguma situação (salário versus carga horária de trabalho, por exemplo) e/ou não possuem pró-atividade, portanto, a equipe de trabalho também deve ser bem selecionada. O Engenheiro Químico precisa lidar muito bem com gestão de pessoas, haja visto que ele depende da colaboração adequada de cada funcionário, pois se for adicionada uma quantidade inadequada de insumo para produção de um derivado do leite, isso pode gerar a perda de uma produção total, e quem ao final do processo o responsável por tudo aquilo é o Engenheiro Químico, isto é, se você não mantiver um bom relacionamento profissional com os funcionários, seu emprego tende a ser instável. Existem “n” situações que podem ocorrer, e caso seja intencional, o Engenheiro necessita compreender de todo o processo, para saber onde está a falha e assim, encontrar a solução.

Para atuar nesse ramo, necessita-se de leituras frequentes, e está sempre atualizado a tecnologias e outros aspectos da área, principalmente para saber lidar com as Normas lançadas e, que constantemente se atualizam.

As BPF são técnicas que auxiliam o Engenheiro Químico nesse setor, a manter a indústria em conformidade com a legislação vigente, ofertar produtos de qualidade, bem como a competitividade desta no mercado. Existem alguns registros, que são distribuídos para os funcionários preencherem, cada registro possui uma frequência de realização específica, e ao final o Engenheiro superviosa, e a partir daí encontra gargalos na produção, e não-conformidades, o que o leva a traçar um plano de ação afim de resolvê-las.

Nas indústrias de laticínios, além do beneficiamento do leite, existe a produção de derivados, como: bebida láctea, queijos, requeijão, creme de leite, manteiga, doce, entre outros. Logo, percebe-se que o compreendimento do processo de obtenção de cada um destes é extremamente relevante.

Segundo uma pesquisa realizada em 2013 em parceria entre a Leite Brasil, Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Organização das Cooperativas Brasileira (OCB), Confederação Brasileira de Cooperativas de Laticínios (CBCL), VIVA LÁCTEOS e EMBRAPA/Gado de Leite, as maiores empresas neste setor eram: Nestlé, BRF, Itambé, Laticínios Bela Vista, Coops Castrolandia e Batavo, Embaré, Danone, Cofepar, Jussara, Vigor, Centroleite e a Frimesa. 

Segue abaixo as empresas e países que mais investem na área.


No Brasil, a concentração de produção leiteira e consequentemente de indústrias na área, possui a seguinte ordem: Sudeste, Sul, Centro-Oeste, Nordeste e Norte. Apesar do crescimento constante da produção no setor, as empresas brasileiras ainda não figuram no cenário mundial.

Para adentrar neste setor industrial com conhecimentos mais aprofundados, segue aqui  algumas instituições que oferecem cursos de pós-graduação na área:

UFJF: Mestrado Profissionalizante em Ciência e Tecnologia de Leite e Derivados;
UFLA: Especialização em carne, leite e ovos;
UFV: Doutorado em Ciência e Tecnologia de Alimentos;
USP: Ciência dos Alimentos;
UNICAMP: Mestrado e Doutorado em Tecnologia de Alimentos;
UNOPAR: Mestrado em Ciência e Tecnologia de Leite e Derivados.

Há ainda outros processos seletivos de pós-graduação direcionados a alunos de Engenharia Química em que os alunos podem desenvolver sua dissertação/tese nessa área.

Cabe lembrar que nos laticínios além das disciplinas citadas anteriormente você vai ter contato com operações unitárias, reatores, tratamento de efluentes, química analítica, química geral, segurança no trabalho, instrumentação e controle, entre outras disciplinas vistas no curso de engenharia química. Mas não esqueçam de buscar uma experiência extracurricular, pois isso conta em todas as etapas, desde acadêmicas até a profissional.

Disponível em: <http://www.deser.org.br/documentos/imagem/ConjunturaLeite_Novembro09.pdf>.
Disponível em: <http://www.milkpoint.com.br/cadeia-do-leite/giro-lacteo/ranking-dos-maiores-laticinios-2013-top-12-crescem-o-dobro-do-que-o-mercado-brasileiro-89123n.aspx>.
Disponível em: <http://m.milkpoint.com.br/cadeia-do-leite/editorial/brasil-e-destaque-em-producao-mas-laticinios-brasileiros-nao-figuram-no-ranking-dos-maiores-do-mundo-76141n.aspx>.
Disponível em: <http://www.milknet.com.br/?pg=candido_tostes&id=138&local=1

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