terça-feira, 24 de março de 2015

BIOCOMBUSTÍVEL - O COMBUSTÍVEL DO FUTURO

(Texto enviado pelo Representante Beta EQ, Jocirlei Filho)

Se escolher um curso superior que mais se identifica é uma questão difícil, imagina em que área atuar após de formado. E o caso do curso de Engenharia Química, considerada Engenharia Universal, por abranger ciências como Física, Química, Biologia e Matemática, faz com que a quantidade de opções seja maior. Mas é ao longo da sua vida acadêmica que o aluno decide em que área seguir levando em conta a sua preparação, experiências, compatibilidade, etc.


Na Engenharia Química, todas as áreas são relevantes, mas dentre elas a que me identifico é a dos Biocombustíveis que são combustíveis produzidos a partir da biomassa (material orgânico), produtos vegetais ou compostos de origem animal. Cana-de-açúcar, milho, soja, semente de girassol, madeira e celulose são algumas das fontes mais conhecidas no mundo. A partir delas é possível produzir álcool, etanol e biodiesel. Além disso, os biocombustíveis são biodegradáveis e causam menor impacto ao meio ambiente. 

Observando esse conceito, algumas Instituições de Ensino Superior (IES) no Brasil lançam programas de pós-graduação direcionados àqueles que se interessam pela área de Biocombustíveis, dentre elas: Universidade Federal de Uberlândia (UFU), Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), Universidade Estadual Paulista (UNESP), Universidade de São Paulo (USP), Universidade de Campinas (UNICAMP), entre outras.

Além disso, muitas empresas aproveitando esse nicho de mercado começaram a investir em estudos e produção como é o caso da Petrobrás, Bunge, Granol, ADM Brasil - Archer Daniels Midland, Caramuru, OLEOPLAN – Óleos Vegetais Planalto S/A, BSBIOS – Indústria e Comércio de Biodiesel Sul Brasil S/A, etc.


Segundo o site Além de Economia, o Brasil é o segundo maior fabricante de biocombustível no mundo, atrás somente dos Estados Unidos. O etanol de cana-de-açúcar produzido no Brasil, por exemplo, é considerado um bicombustível avançado, pois reduz a emissão de gases de efeito estufa em pelo menos 50% quando comparado a combustíveis fósseis tradicionais. A produção nacional ainda é muito vinculada ao governo e pouco empresarial, sendo que a maior parte das usinas de biodiesel está concentrada no Centro-Oeste. em seguida vem a região Sul, com oito usinas e 27% da produção anual do País. Apesar de ser a terceira em número instalações, a região Sul produz 9% a mais do que o Sudeste, que conta com 10 unidades de fabricação.

Atualmente, novas matérias primas estão sendo testadas, como por exemplo, os resíduos agrícolas e florestais e até esgoto urbano. Assim, a expectativa é de que em breve novos tipos de biocombustível estejam no mercado brasileiro e cabe aos atuais e futuros engenheiros químicos estarem atentos às novas oportunidades que essa área proporciona visando sempre no crescimento e desenvolvimento das indústrias de maneira sustentável.

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