quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

OFFSHORE: O ENGENHEIRO QUÍMICO NAS PETROLÍFERAS

(Texto enviado pela Trainee Beta EQ e estudante da UFRJ, Maria Augusta Soares)

Todos sabem que a engenharia química é a mais universal das engenharias, que se expande a diversas áreas de trabalho. Assim, fica difícil para quem é alucinado por todas as áreas, escolher qual irá dedicar mais o seu tempo e se especializar a fim de se tornar um profissional mais capacitado e preparado para o mercado de trabalho.


Grande parte dos estudantes de Engenharia Química pretende se enquadrar na indústria petroquímica, como no meu caso. Para entrar diretamente nesse campo, sem precisar trabalhar como engenheiro de processos, diversas universidades oferecem cursos de pós-graduação em engenharia de petróleo e gás. 

No Rio de Janeiro temos, por exemplo, a Pontifícia Universidade Católica (PUC), Universidade Federal Fluminense (UFF), Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Tais cursos focam na perfuração do poço, extração do óleo, escoamento e bombeamento do petróleo, projetos de construções terrestres e marítimas e armazenamento e separação do óleo e dos gases. O estado do Rio de Janeiro é o que tem maior efetividade no cenário petrolífero do Brasil, por isso tantas universidades investem e oferecem cursos ligados a essa área.

No mundo, as três principais empresas petrolíferas são: Exxon Mobil – dos Estados Unidos –, Petrochina – da China – e Shell – do Reino Unido e Holanda –, segundo pesquisa feita pela revista Forbes em 2014. A pesquisa levou em conta o lucro obtido pela empresa e seu valor de mercado. Nessa pesquisa, a brasileira Petrobras apareceu em nono lugar.

Todos os países com influência na indústria petrolífera são promissores, tendo no topo da lista os do Oriente Médio, que são os maiores produtores e exportadores de petróleo do mundo. O Canadá também é um país promissor em tal setor e é conhecido por “importar engenheiros”, por não proverem de tanta mão de obra capacitada atualmente. 

No Brasil e no mundo, existem diversas empresas “offshore”, prestadoras de serviço para outras grandes empresas como aqui, a Petrobras. Elas são chamadas de empresas terceirizadas, e no âmbito offshore, são responsáveis pela instalação de plataformas de petróleo e do seu processo de extração e produção. Ter um emprego em uma dessas empresas é uma grande oportunidade de se inserir de vez na área e participar de todo o processo produtivo do petróleo. Atualmente, tais empresas tem empregado mais técnicos do que engenheiros, por questões econômicas principalmente. Porém, existem trabalhos que somente um engenheiro pode executar, como projetos específicos de engenharia química ou de petróleo. 

Não se pode negar que, como diversas outras áreas da Engenharia Química, a petroquímica no Brasil só tende a crescer, de acordo com as descobertas que se tem feito no nosso litoral e também no ambiente terrestre. Assim, essa indústria será sempre promissora, tanto no Brasil quanto em diversos outros países do mundo.

Um comentário:

  1. Segundo especialistas, se a Petrobrás produzir com toda sua capacidade para pagar suas dívidas, demorará até 4,5 anos para isso (globo news).

    Em média, a cada trabalho direto da Petrobras são gerados 10 indiretos. Mas no momento, devido aos escândalos e o preço do barril baixo, a maioria das empresas estão cortando seus quadros de funcionários.

    Sou engenheiro químico, com pós graduação em Engenharia de Petróleo. Dificilmente vejo vagas para o ramo de petróleo e gás, a não ser para cargos técnicos ou muito específicos em que se exijam muita experiência.

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