terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

O MUNDO DO ENGENHEIRO QUÍMICO RECÉM-FORMADO

(Texto enviado pela Trainee Beta EQ e estudante do UNIFEB, Ana Karla Honório)

A vida é sempre um desafio! Primeiro a fase de colégio, logo o vestibular, o que quero ser quando crescer? Sempre acreditamos ser a fase mais difícil de nossas vidas. Ok! Decidi ser Engenheiro (a) Químico (a). Então vamos lá.


Durante cinco anos dedicamos nossas vidas ao curso, muitas noites sem dormir, muitas renuncias, muitas dificuldades, porem, muitas conquistas, descobertas, amizades, sempre esperando o dia da colação de grau. E esse dia chegou! FORMEI! E AGORA?

Agora sim começa o desafio! Sempre aparece aquele friozinho na barriga e surgem aquelas questões: O que farei agora? Onde irei trabalhar? Será tudo parecido com o que vi nesses cinco anos?

O curso de Engenharia Química tem nos dois primeiros anos basicamente Matemática, Química e Física. Logo depois se iniciam matérias mais especificas como Termodinâmica e Fenômenos de Transporte, e só no final as matérias de engenharia propriamente ditas, como Operações Unitárias Reatores Químicos, Projeto e Análise de Plantas Químicas, Modelagem, Simulação, Controle e Otimização de Processos.

No Brasil, a atuação do engenheiro químico ainda é muito vinculada às Indústrias Químicas. Então, sempre que a economia está bem, o mercado para os profissionais que produzem bens de consumo também está bem, pois há demanda de produção e para produzir são necessários engenheiros químicos, para supervisionar, construir, operar, projetar e administrar processos químicos. 

O engenheiro químico tem inúmeras possibilidades de atuação, indo da indústria de petróleo e gás, à petroquímica, fabricação de tintas e vernizes, papel e celulose, fertilizantes, cerâmicos, gases industriais, alimentos, açúcar e álcool, venda de produtos químicos, órgãos governamentais de fiscalização (ligados ao meio-ambiente, por exemplo), agências reguladoras (ANVISA, ANP), perícia química (Polícia Federal), institutos de pesquisa, docentes em faculdades e universidades etc.

Há  muitos países que tem carência de engenheiros; para citar alguns: Canadá, Alemanha, Dinamarca. Para se candidatar a estas vagas o profissional necessita ter domínio pleno do Inglês, ter um bom currículo e ter flexibilidade de adaptação.

Toda experiência que puder ter de estágio técnico a trabalho voluntário, será importante para a sua formação, sendo valorizado hoje em vários processos seletivos. Isto porque quem assim o faz em geral tem melhores capacidades de sociabilidade, de lidar com diferenças, requisitos importantes nas corporações de trabalho, tais atividades são complemento do curso, não podem prejudicar a formação técnico-científica, tampouco são substitutos para elas! Não devemos esquecer que Sudeste e Sul concentram a maioria das indústrias brasileiras e em cidades com pólos industriais o estágio é facilitado. Um bom estágio pode funcionar como um excelente elemento agregador de conhecimento, além do aspecto motivacional.

O Engenheiro Químico tem que dominar com certa maestria, matemática, física, química, engenharia, economia, administração de empresas (necessário nos cargos gerenciais), relações humanas, língua estrangeira e ainda ter tempo para se dedicar à família, a um hobby e sempre trabalhar em prol da melhoria do próximo e da redução das desigualdades.

Foi feito uma pesquisa em agosto de 2013 com 500 engenheiros recém-formados e de acordo com Thais Marques, coordenadora da pesquisa, o método tradicional de contratações por meio de entrega de currículos, entrevistas e processos seletivos acabam sendo pouco utilizado. A maioria das contratações ainda se da por meio de indicações ou após o estagio.

O maior desafio encontrado pelos recém formados é o fato da maioria das empresas exigirem experiência na área. Se as empresas não derem oportunidades aos jovens recém-formados, como eles irão adquirir experiências profissionais esperadas? Muitos acabam se sujeitando a salários menores no intuito de conquistar vaga dentro da empresa, e a partir daí conquistar seu lugar. Outro fator importante são os salários abaixo do piso estipulado pelo CREA, menos da metade dos recém formados conseguem adentrar o mercado com salários de quatro mil reais.

Outro quesito relevante é para a contratação de trainees, infelizmente ainda existe preconceito quanto à universidade privada. Grandes partes das empresas multinacionais dão preferências para profissionais oriundos de universidades publicas, alegando acreditar que os mesmo estão mais capacitados.

Dentre os entrevistados, a maioria levou mais de três meses para conseguir um emprego. O mercado de trabalho está carente de profissionais dedicados e atualizados. O importante é fazer o seu melhor e estar sempre antenado nas descobertas e inovações. Conseguiu uma oportunidade? Então agarre-a com todas as forças, pois ai começa outro desafio! 

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