quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

NEVER GIVE UP - O MERCADO PARA RECÉM-FORMADOS NA EQ

(Texto enviado pela Representante Beta EQ e estudante da UFRRJ Marianne Nogueira)

Quando um estudante se forma a perspectiva sem dúvida é de conquistar um emprego maravilhoso, com aquele sonhado piso salarial do CREA, mas as pesquisas e nossas próprias experiências pessoais nos dizem que não é bem assim que as coisas acontecem.  Quantos alunos de engenharia química não conhecemos que acabaram fazendo mestrado por não conseguirem chance no mercado de trabalho? Ou quantos outros não conhecemos que estão exercendo atividades abaixo da sua formação? Ainda assim vemos notícias sobre escassez de profissionais no mercado. A pergunta que surge é: como essas duas situações tão complementares podem ocorrer de maneira tão contrastantes?
 
A verdade relatada pelos recém-formados é que a grande dificuldade encontrada na conquista do primeiro emprego se deve principalmente à falta de experiência e aos elevados níveis de exigência do mercado. As empresas buscam experiência profissional, porém não dão chances aos novos engenheiros de se capacitarem, o que gera o ciclo vicioso de cargos não ocupados e excesso de engenheiros inexperientes desempregados. Segundo pesquisa realizada pelo Linkedln em 2014,  35,6% dos formados levaram pelo menos 6 meses até conseguirem um emprego, sendo que poucos atuam como engenheiros trainee. Assim, sem oportunidades, são vários os casos de engenheiros que  recorrem às bolsas de mestrado como forma de obter maior capacitação e também como fonte de renda. 

Outro fator agravante dessa situação é que para as empresas um diploma já não é suficiente, inglês e outros cursos adicionais deixaram de ser um diferencial e se tornaram fator de exclusão para os que não os possuem.  Por isso é essencial que os universitários invistam nessas atividades extracurriculares durante sua formação, buscando enriquecer o currículo como forma de minimizar a falta de experiência. Além de que os mesmos devem estar preparados para se aventurar fora dos limites de sua cidade e faculdade, pois muitas vezes as oportunidades aparecem, mas recém-formados não estão dispostos a mudar drasticamente sua vida para aproveitá-las.


Enfim, cursos de especialização, inglês fluente, estágio, capacidade de adaptação e um bom networking aumentam as chances de alcançar o almejado primeiro emprego nesse mercado tão fechado.

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