quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

MERCADO DE TRABALHO PARA RECÉM-FORMADOS - ARTIGO ENVIADO POR GRAZIELA FEIT

Sou engenheira química, recém-formada pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná, e procuro uma colocação no mercado. Crescemos acreditando que basta estudar para conseguir emprego. Ou ainda ouvindo que faltam engenheiros no mercado, portanto não faltarão oportunidades. A engenharia é necessária para o sucesso industrial, todos os processos a envolvem. Então o que falta no mercado para que recém-formados consigam um emprego? O mercado não é propício para recém-formados.

A exigência de experiência, a complexidade de programas de trainee e a remuneração inadequada é a nossa realidade. Acrescento ainda o despreparo utilizado pelas universidades, que ainda não conseguem promover o estudante para o mercado de trabalho. Situações profissionais só podem ser realizadas em estágios, mas ainda são cargos sem muitas responsabilidades e muitos empregadores não a consideram como experiência profissional de fato.

Frente a atual crise econômica brasileira, desemprego atinge trabalhadores. Segundo Nelson Rosas Ribeiro, Coordenador do Progeb (Projeto Globalização e Crise na Economia Brasileira), neste início de 2015, a crise da Petrobrás pode atingir empresas em cadeia e haverá desaceleração da indústria, gerando desemprego, fechamento de empresas e redução de salário, confira aqui.

Uma opção para o recém-formado são pós-graduações e mestrado. No entanto, acredito que uma experiência seria mais válida. Teoria é o que não falta quando saímos da universidade. Um estudante que opta pelo mestrado logo que sai da graduação é sujeitado a críticas assim que começar a docência por não ter nenhuma experiência industrial. Os estudantes também não terão alguém que ensine a matéria de acordo com as suas futuras funções, já que o professor a desconhece.

Segundo Marcio Pochmann, economista e político, a crise global de 2008 nos países capitalistas terminou por rebaixar a capacidade de crescimento do conjunto das economias no mundo atual. E como consequência surge, entre outros, o desemprego (segue link). Portanto, não se pode esperar mais nada do que a não colocação no mercado. Inúmeros e-mails enviando currículo para as mais diversas empresas e incontáveis candidaturas às vagas. Sem contar os telefonemas. E continua.

Ass. Graziela Feit, Engenheira química. (grazifeit@gmail.com)

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