O avanço tecnológico e industrial trouxe imensuráveis benefícios à sociedade, mas em contrapartida são os principais responsáveis pela mudança no ecossistema, tais como: a poluição, extinção de animais e mudança climática. A discussão internacional referente a estas questões iniciou-se em 1972 com a Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente Humano, em Estocolmo, quando foi estabelecido princípios internacionais para preservação ambiental. Desde então as preocupações para minimizar e prevenir os danos ambientais tem ganhado extrema importância, fato que favoreceu a perspectiva de trabalho do engenheiro químico, agora no setor ambiental.
O engenheiro químico é muitas vezes visto como um profissional poluidor devido aos resíduos gerados pela indústria química. Entretanto é também papel deste engenheiro trabalhar em função da tecnologia limpa, visto que de acordo com a Referência Nacional dos Cursos de Engenharia do Ministério da Educação (MEC), tem-se que o engenheiro químico é um profissional que “desenvolve tecnologias limpas, processos de reciclagem e de aproveitamento dos resíduos da indústria química que contribuem para a redução do impacto ambiental.”
O conceito de tecnologia limpa diz respeito a soluções que viabilizem novos modelos de pensar e usar os recursos naturais, tratando de forma consciente e sustentável os bens de serviço e produtos da sociedade. Pensando nisto, a consultoria Cleantech e o grupo ambientalista WWF avaliaram 40 países em 2014 a partir de indicadores relacionados ao desenvolvimento de empresas voltadas às soluções ambientais, a políticas públicas e regulações, estímulos acadêmicos, investimentos privados no setor, número de patentes ambientais registradas, entre outros. O levantamento levou em conta fatores como fontes renováveis, soluções de eficiência energética, tratamento de lixo e sistemas de reuso de água. O resultado apontou que os dez primeiros países que mais investem na tecnologia limpa são: Israel, Finlândia, EUA, Suécia, Dinamarca, Reino Unido, Canadá, Suíça, Alemanha e Irlanda, respectivamente. O Brasil aparece na 25ª posição. (ECO D, 2015)
Neste cenário onde questões ambientais vêm assumindo destaque nas discussões sobre o futuro econômico e social da população, o mercado de consultorias ambientais movimentou cerca de US$ 27,4 bilhões em 2012 (EnviromentAnalyst) com previsões de alcançar US$ 31,7 bilhões em 2017, de acordo com a EXAME.COM. Vinte e duas empresas lideram esta indústria,o que representa 44% do total do mercado internacional, sendo as dez maiores:
· CH2M Hill - Sede: EUA. Escritórios no
Brasil: Rio de Janeiro/RJ e São Paulo/SP (http://www.ch2mhill.com/corporate/brasil/default.asp);
· Tetra Tech- Sede: EUA. Escritórios no
Brasil: Belo Horizonte/MG, Rio de Janeiro/RJ e São Paulo/SP (http://www.tetratech.com/pt );
· URS - Sede: EUA. Escritório no Brasil:
São Paulo/SP (http://www.urs.com/ );
· Golder Associates - Sede: Canadá.
Escritórios no Brasil: São Paulo/SP e Belo Horizonte/MG (http://www.golder.com.br/pt/modules.php?name=Pages&sp_id=309 );
· AECOM – Sede: EUA. Escritórios no
Brasil: Nova Lima/MG, São Paulo/SP e Rio de Janeiro/RJ (www.aecom.com/ );
· Environmental Resources Management -
Sede: Reino Unido. Escritórios no Brasil: Belo Horizonte/MG, Porto Alegre/RS, Rio de Janeiro/RJ, Salvador/BA eSão Paulo/SP
(http://www.erm.com/en/locations/brazil/ );
· Arcadis- Sede:Holanda. Escritórios no
Brasil: Belo Horizonte/MG, Brasília/DF, Curitiba/PR, Fortaleza/CE, Goiânia/GO,
Recife/PE, Rio de Janeiro/RJ e São Luís/MA,Vitória/ES (http://www.arcadislogos.com.br/novo/pt-br/sobre+a+arcadis+logos/ );
· AMEC Environment&Infrastructure -
Sede: Reino Unido. Escritórios no Brasil: Belo Horizonte/MG e Rio de Janeiro/RJ
(http://www.amecfw.com/aboutus/at-a-glance );
·
MWH Global – Sede: Reino
Unido (http://www.mwhglobal.com/ );
· Cardno – Sede:Austrália (http://www.cardno.com/en-us/Pages/Home.aspx ).
Além destas, há no Brasil outras
empresas de consultoria ambiental como: Angel Ambiental (São Paulo/SP - http://www.angelambiental.com.br/), BTX (São Paulo/SP - http://www.btx.com.br/#), Waterloo Brasil (São Paulo/SP
-http://waterloo.com.br/wp/), BRANDT meio ambiente (Nova Lima/MG e Belém/PA - http://www.brandt.com.br/empresa), SGW services ( São Paulo/SP - http://www.sgws.com.br/index.html) , dentre outras.
Somada a esta possibilidade de atuação dos engenheiros
químicos no setor de consultoria ambiental,há uma enorme possibilidade de
pós-graduação stricto-senso no Brasil na área ambiental, a saber:
· UFSCAR - UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS / SP
(Programa: BIOTECNOLOGIA E MONITORAMENTO AMBIENTAL);
· UEM - UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ / PR (Programa:
BIOTECNOLOGIA AMBIENTAL);
· UFC - UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ / CE (Programa:
BIOTECNOLOGIA DE RECURSOS NATURAIS)
· UFMG - UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS / MG (Programa:
ANÁLISE E MODELAGEM DE SISTEMAS AMBIENTAIS);
· UNICAMP - UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS / SP
(Programa: AMBIENTE E SOCIEDADE);
· USP - UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO / SP (Programa: AMBIENTE,
SAÚDE E SUSTENTABILIDADE:
· UFMT - UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO / MT
(Programa: CIÊNCIAS AMBIENTAIS);
· UFAM - UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS / AM (Programa:
CIÊNCIAS DO AMBIENTE E SUSTENTABILIDADE NA AMAZÔNIA);
· IFMG - INSTITUTO FED. DE EDUC., CIENCIA E TECNOL. DE
MINAS GERAIS / MG (Programa: SUSTENTABILIDADE E TECNOLOGIA AMBIENTAL);
· UFMT - UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO / MT
(Programa: RECURSOS HÍDRICOS).
· UFBA - UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA / BA (Programa: MEIO
AMBIENTE, ÁGUAS E SANEAMENTO);
· UNICAP - UNIVERSIDADE CATÓLICA DE PERNAMBUCO / PE
(Programa: DESENVOLVIMENTO DE PROCESSOS
AMBIENTAIS);
Vale ressaltar que estas são apenas algumas oportunidades de pós graduação ofertadas em algumas instituições de ensino do Brasil. Outras possibilidades podem ser encontradas no site da CAPES[1] nas seguintes áreas de avaliação: ciências ambientais, interdisciplinar, engenharia I e II.
Por fim, podemos ressaltar que com o crescente investimento em questões ambientais aumenta-se as possibilidades para os engenheiros químicos, seja em consultorias ambientais ou pós-graduação na área. Além do favorecimento profissional, a gestão ambiental é hoje responsabilidade social visto que o planeta exige gestão sustentável para sustentação futura do ambiente em que vivemos.
REFERÊNCIAS
Associação
Brasileira das Empresas de Consultoria e Engenharia Ambiental. EMPRESAS ASSOCIADAS. Disponível em:
<http://www.aesas.com.br/associados/>. Acessado em: 07 de fevereiro de 2015.
Barbosa, V. Mercado
de consultoria ambiental movimenta US$ 27,4 bilhões. EXAME.COM. São
Paulo. Disponível em: <http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/22-empresas-de-consultoria-lideram-mercado-verde-bilionario>.
Acessado em: 07 de fevereiro de 2015.
BORELLI, E.
PUC/SP. Sustentabilidade e riscos ambientais na indústria química.
Disponível em:<http://www.pucsp.br/eitt/downloads/ix_ciclo/IX_Ciclo_2011_Artigo_Elizabeth_Borelli.pdf>.
Acessado em: 05 de fevereiro de 2015.
DEPARTAMENTO
DE ENGENHARIA QUÍMICA DA UFRGS. Qual o futuro da engenharia química?Disponível
em: <http://www.enq.ufrgs.br/graduacao/o-que-e-engenharia-quimica/qual-o-futuro-da-engenharia-quimica>.
Acessado em: 06 de fevereiro de 2015.
ECO D.
Editoriais/Ciência e Tecnologia. Os 10 gigantes mundiais em tecnologia limpa
(Brasil é o 25º país do ranking). Disponível em: <http://www.ecodesenvolvimento.org/posts/2014/os-10-gigantes-mundiais-em-tecnologia-limpa-brasil?tag=ciencia-e-tecnologia>.
Acessado em: 07 de fevereiro de 2015.
FUNDAÇÃO
CAPES. Ministério da Educação. Relação de Cursos Recomendados e
Reconhecidos. Disponível em: <http://conteudoweb.capes.gov.br/conteudoweb/ProjetoRelacaoCursosServlet?acao=pesquisarAreaAvaliacao#>.
Acessado em: 06 de fevereiro de 2015
GIANNETI, B. F.; ALMEIDA, C.M.V. B. Universidade Paulista. A
indústria química no contexto da ecologia industrial. Disponível em:
<http://www.hottopos.com/regeq12/art1.htm>.
Acessado em: 06 de fevereiro de 2015.
MINISTÉRIO
DA EDUCAÇÃO. Relação de cursos recomendados e reconhecidos. Disponível em:< http://conteudoweb.capes.gov.br/conteudoweb/ProjetoRelacaoCursosServlet?acao=pesquisarAreaAvaliacao>. Acessado em: 05 de fevereiro de 2015.
Ministério
da Educação. Secretaria de Educação Superior. REFERENCIAIS NACIONAIS DOS CURSOS
DE ENGENHARIA. Disponível em:<
http://portal.mec.gov.br/dmdocuments/referenciais2.pdf>. Acessado em: 07 de fevereiro de 2015.
MINISTÉRIO
DO MEIO AMBIENTE. PNIA 2012. Painel nacional de indicadores ambientais.
Referencial teórico, composição e síntese de indicadores. Maio de 2014. Disponível
em: <http://www.mma.gov.br/images/noticias_arquivos/banner_pnia_2012.pdf>. Acessado em: 06 de fevereiro de 2015.
Senado Federal.
Em discussão. DA CONFERÊNCIA DAS NAÇÕES
UNIDAS PARA O MEIO AMBIENTE HUMANO, EM ESTOCOLMO, À RIO-92: AGENDA AMBIENTAL
PARA OS PAÍSES E ELABORAÇÃO DE DOCUMENTOS POR COMISSÃO MUNDIAL SOBRE MEIO
AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO. Disponível
em:< http://www.senado.gov.br/noticias/Jornal/emdiscussao/rio20/a-rio20/conferencia-das-nacoes-unidas-para-o-meio-ambiente-humano-estocolmo-rio-92-agenda-ambiental-paises-elaboracao-documentos-comissao-mundial-sobre-meio-ambiente-e-desenvolvimento.aspx>. Acessado em: 07 de fevereiro de 2015.
[1]
FUNDAÇÃO CAPES. Ministério da Educação.Relação de Cursos Recomendados e
Reconhecidos. Disponível em: <http://conteudoweb.capes.gov.br/conteudoweb/ProjetoRelacaoCursosServlet?acao=pesquisarAreaAvaliacao#>.
Acessado em: 06 de fevereiro de 2015.

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