quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

ESTAMOS NOS PREPARANDO PARA O MERCADO DE TRABALHO DURANTE A GRADUAÇÃO?

(Texto enviado pela Trainee Beta EQ e estudante da UFRRJ, Samantha Caram)

Os noticiários sempre mostram que a demanda de Engenheiros Químicos no Brasil está em baixa, mesmo com o número cada vez crescente de ingressantes e formandos deste curso. O que está acontecendo? Será que os futuros engenheiros não estão tão preparados para o mercado de trabalho?


“Ao meu ver, há mais vagas para engenheiros com experiência do que para os recém formados.”, comentou Gladson Machado em um questionário (feito por mim), professor substituto da UFRRJ. Muitas empresas preferem já ter o profissional preparado para o cargo ao ter que treiná-los, o que dificulta muito para o recém-formado. Buscar especializações para dar uma ‘turbinada’ no currículo é um ponto positivo e, mesmo que não consiga, é um bom diferencial para aquele que deseja seguir a carreira técnica. Além disso, você pode optar por fazer pós-graduação e mestrado, para se especializar melhor na área.

“Pelo que observei nos dois estágios que fiz durante a graduação e pelo que aconteceu com alguns colegas de turma, a melhor forma de ingresso no mercado de trabalho, na indústria mais especificamente, é através da efetivação do estagiário, que possui um prévio treinamento para a função que vai exercer como engenheiro”, disse.

Mas e quando não é possível fazer estágio naquela empresa em que você quer trabalhar?
Nesse caso, é necessário muita dedicação e esforço. O currículo é a base importante para conseguir ingressar na empresa, já que é nele em que você põe o seu diferencial. E que diferencial seria esse?

“O que tive a meu favor foi o fato de ter sempre buscado fazer atividades acadêmicas durante a graduação, onde logo no terceiro período fui monitor de cálculo 1, exercendo por dois períodos. Durante o quinto e o sexto período fui estagiário interno da UFRRJ, e neste mesmo período fui membro da comissão organizadora da XII SEMEQ. Do sexto até a metade do oitavo período fiz iniciação científica e da metade do oitavo período até o décimo fiz dois estágios externos. Outro possível ponto positivo foi que eu possuía um coeficiente de rendimento acumulado alto em relação ao coeficiente de rendimento médio do curso de Engenharia Química na época. Eu fazia um curso particular de inglês e estava em um nível avançado”, comentou Gladson de quando foi feita a avaliação do seu currículo no processo seletivo. “Eu ainda não havia publicado nenhum artigo científico e não possuía experiência docente. Na prova didática eu deveria dar uma aula de aproxidamente 50 minutos de um ítem sorteado previamente, mas a formação da Rural me deu uma excelente base.”

Como você já deve ter ouvido falar que “a graduação é o aluno quem faz”, então nós é quem devemos nos preparar para o mercado de trabalho. Buscar extrair o máximo de informações das aulas, buscar o diferencial extracurricular, preparar-se emocionalmente para receber um ‘não’ em processos seletivos, pesquisar a fundo os perfils das empresas, conversar com profissionais da área. E nunca desistir!

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