sábado, 14 de fevereiro de 2015

CHOQUE DE VISÕES – AS REALIDADES DA EQ

(Texto enviado pela Trainee Beta EQ e estudante da UNIFACS, Stephanie Santana)

Sair à procura de um emprego, depois de formado, pode parecer um desafio. Há de se vencer o medo da entrevista, as dúvidas se o que já fez em sua formação foi o suficiente, dúvida sobre em qual área se encaixar e tantas outras coisas que surgem com o fim de um estado crucial: “ser graduando”. Nesse sentido, encontrei em conversas com graduandos que estão próximos de se formar ou que já tenham alguma noção de que caminho seguir, experiências que possam ajudar quem ainda se encontra desnorteado após o término do curso.


Conversei com quatro diferentes realidades:

- A primeira de Jean Marcel, em seu último semestre pela UNIFACS, parte de um grupo de pesquisa em Eficiência Energética (GREEN) e já à procura de um emprego;

- A segunda de Jéssica Araujo, 9º semestre na UNIFACS, parte de um grupo de estagiários na Braskem;

- A terceira de Lucas Pereira, 9º semestre na UNIFACS, único estagiário na empresa Química Amparo (Dona das Marcas Ipê, Assolan, Atol e Perfex);

- A quarta de Mário Culau, 5º semestre da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Presidente na ITEP Jr. (Empresa júnior de engenharias e arquitetura do Centro de Tecnologia da UFSM) empreendedor em uma empresa de Cervejas Artesanais. 

Toda a questão deles está no foco. Suas diferenças de realidades fazem com que suas perspectivas diante da inserção no mercado de trabalho possam servir de utilidade a quem quer que seja que se sinta desnorteado.

A busca de Jean já vem há algum tempo. Em sua experiência, notou que há alguns obstáculos. Estar no fim de sua graduação parece algo desafiador, já que diversas empresas optam por estudantes no início de sua graduação. Além disso, o inglês, por exemplo, já não é mais um diferencial – é essencial. De acordo com ele, o diferencial ao se buscar por um emprego está nas atividades feitas ao longo do curso: Iniciações Científicas; Estágios; Intercâmbio; Cursos; Participação em Entidades Acadêmicas, tal quais Diretórios ou Centros; Programas de Extensão Tutorial (PETs); entre outros. No fim das contas, as atividades extracurriculares pesam bastante. 

Jéssica já traz em sua bagagem uma experiência que lhe tem sido muito gratificante. A Braskem não era a sua principal escolha, diferente de muitos estudantes, que a têm como foco e por muitas vezes, sonho. No entanto, ainda assim, ela procurou tentar – descobriu ali novas experiências, que a fazem ter melhores perspectivas diante de seu futuro. Quando questionada sobre sua procura, afirmou que o problema de muitos estudantes está em se focar em uma empresa e não se deixar procurar por diferentes realidades, se deixar descobrir novos ramos. Existem outras empresas com outras propostas, com menor divulgação, no entanto, que podem sim oferecer diferentes rumos.

Lucas, por sinal, é um desses estudantes que se lançou em uma oportunidade diferente, uma empresa não tão almejada. Ele também encontrou nela uma excelente experiência. Sendo o único estagiário, frequentemente é posto para coordenar situações e cumprir metas. Além disso, tem uma relação próxima de seu chefe, recebendo feedback constante. Suas principais impressões é que as empresas necessitam de engenheiros que saibam lidar bem em situações de risco e pressão, sabendo assim, liderar pessoas.

Mário entra neste meio em uma realidade completamente diferente: a do empreendedor. Sua cervejaria começou como brincadeira. Reunião com os amigos para fazer cerveja porquê é legal. Tal “brincadeira” acabou tomando grandes proporções. Atualmente, ele e seus amigos estão no processo de regularização da empresa – o que é bastante difícil, devido à grande burocracia de uma legislação “engessada” diante do mercado de cervejas artesanais.

Isso, no entanto, não o desestimula. “Enquanto o mercado de cervejas cresce em torno de 6% ao ano, o de cervejas artesanais já bate em torno dos 45%.”, ele diz. “Já usei conhecimentos de desenho técnico, por exemplo, pra desenhar e projetar uma estrutura metálica de suporte para as panelas. Uso muito balanço de massa também durante a produção. Aplico também muito do que aprendi na minha empresa júnior, conceitos de gestão e otimização são sempre falados”. De acordo com o mesmo, juntar a sua formação à sua empresa é uma realidade cada vez mais próxima e que lhe dá muita motivação.

Engenharia Química é um curso notadamente vasto. Nós temos muitas áreas em quais transitar e trabalhar. Cabe a nós pesquisar, focar nas dificuldades e TENTAR – que é, por sinal, a palavra chave. 

Texto 02 – Programa de Trainees Beta EQ. 
Autora: Stephanie Santana; Treinee de Marketing.

Agradecimentos:
Jean Marcel, Jéssica Araújo,  Lucas Pereira e Mario Culau, pelos depoimentos inspiradores.
Kaique Teixeira, pelas grandes dicas diante das minhas dificuldades e ideia para o título.

2 comentários:

  1. Estou no 8º semestre na UFPA e estou absorvendo muito conhecimento através desses textos. Muito bom!

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