(Texto enviado pela Trainee Beta EQ e estudante da UFRRJ, Samantha Caram)
Você já pensou em dobrar a sua televisão e
leva-la para onde quiser, sem perder a qualidade de imagem e de som, um display embutido em sua roupa? Agora isso é
possível devido a produção do primeiro
dispositivo emissor de luz orgânico com grafeno – o LEC Light-emitting
Electrochemical Cell, células eletroquímicas emissoras de luz.
A invenção, que abre caminho para papéis de parede que se
acendem e telas que podem ser enroladas, tudo feito inteiramente de plástico,
foi fabricado por cientistas das universidades de Linköping e Umeå, na Suécia,
e da Universidade do Estado de Nova Jersey, nos Estados Unidos.
O grafeno é uma folha de
carbono com apenas um átomo de espessura, que chegou aos dispositivos sólidos
emissores de luz, um campo até hoje que era dominado pelos LEDs tradicionais e pelos LEDs orgânicos
(OLEDs - Organic Light-Emitting Diodes).
Além disso, ele substitui um metal raro e caro, de difícil reciclagem,
superando o transístor de sílicio.
Os LEDs orgânicos (OLEDs),
chamados também como LEDs de plástico, possuem carbono em sua composição, e
foram introduzidos em celulares, câmeras de TVs finas. Não precisam de luz de fundo como
os LCDs, pois geram a própria luz, consumindo muito menos energia. Além disso,
possuem um campo de visualização de 170 graus, tendo um alcance maior de
visualização. Apesar de
suas diversas vantagens, contam com um eletrodo feito com uma liga de óxido de
estanho-índio, e o Índio é um metal raro e caro de difícil reciclagem. Uma
alternativa a esse problema, veio com o LEC, também orgânico, que utiliza um
eletrodo de grafeno em substituição ao índio, sendo mais barato e de fácil
reciclagem.
Todas as
partes dos LECs podem ser produzidas a partir de soluções líquidas, sendo
possível fabricá-los por um processo parecido com a impressão, que torna os
componentes individuais a preços baixos. O grafeno é depositado na forma de uma
solução de óxido de grafeno.

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