sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

ACABOU A ÁGUA?

(Texto enviado pelo Trainee Beta EQ e estudante da UFRN, Murilo Maioli)

Em novembro de 2014, o Jornal Nacional exibiu uma série de reportagens a respeito da água. Em geral, as reportagens são criadas a fim de informar a população sobre determinados assuntos, mas, neste caso, a principal finalidade era alertar a população a partir de fatos. Por exemplo, as inundações no sul e sudeste, a seca extrema no nordeste e os níveis mais baixos da história do reservatório Cantareira.


O estado de São Paulo vive uma situação paradoxal: as cidades estão alagadas e os reservatórios praticamente sem água. Os alagamentos são causados por causa da grande área cimentada que impede a absorção da água pelo solo, por sistemas de drenagem deficientes e incompletos e, claro, por falta de conscientização da população que joga lixo em locais proibidos, entupindo bueiros e córregos. Do outro lado, as chuvas irregulares e o longo período de estiagem secaram os reservatórios. Isso parece uma causa apenas ambiental, mas, na verdade, o descaso com questões ambientais gerou esses problemas. 

A questão da água não é um problema pontual – a prova disso é a seca no nordeste. Os sertanejos sofrem com a seca e a falta de água há muitos anos e, como consequência, criam meios para usufruírem da água mesmo em longo período de secas. Por exemplo: as cisternas estão se tornado parte da paisagem do sertão, elas armazenam a água da chuva captada por canos colocados nos telhados das casas.

Armazenar água de chuva em cisternas não é e nunca será uma solução eficiente para o Brasil. A água da chuva é limpa, mas não se encaixa nos padrões estabelecidos pelo governo. Ou seja, a água sempre precisa de algum tipo de tratamento antes de ser utilizada pela população. Dessa forma, podemos criar estações de tratamentos, a fim de adequar a água da chuva e, principalmente, e de esgotos aos padrões estabelecidos por lei. Esse tipo de água é chamado de “água de reúso”.

Com certeza uma das melhores soluções é a água de reúso. Entretanto, menos de 1% da água utilizada no Brasil é água de reúso. Infelizmente esse tipo de água sofre preconceito e é vista como água suja, mas, na verdade, as propriedades físicas e químicas estão dentro das normas Brasileiras. Ou seja, podemos usá-la para lavar carros, casas, regar plantas e, o mais importante, usá-la na agricultura.

O consumo de água pela população corresponde à 10% do consumo total. O restante está dividido na indústria, 20%, e na agricultura, 70%. Portanto, é evidente que a água de reúso solucionaria o problema da falta de água doméstica e na agricultura evitando um possível problema de falta de comida.

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