quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

A PERSISTÊNCIA É O CAMINHO DO ÊXITO

(Texto enviado pelo Trainee Beta EQ e estudante da UEAP, Michell Cardoso)

Meu nome é Michell, tenho 19 anos e desde os meus nove anos de idade já falava que queria ser médico, pois gostava da ideia de salvar vidas. O tempo foi passando e essa ideia ainda continuava comigo até que finalmente terminei meu ensino médio com 16 anos e final de 2011 prestei vestibular para o curso de Medicina na Universidade Federal do Amapá (UNIFAP), Engenharia Química na Universidade do Estado do Amapá (UEAP), Biomedicina e Arquitetura em faculdades particulares. Para a minha decepção não passei somente em Medicina.


Aí quando finalmente decidi que dentre as opções restantes eu queria fazer Engenharia Química já era tarde demais, pois o período de matrículas já havia sido encerrado. Só que como nesse mesmo período eu estava doente, resolvi recorrer para garantir a minha vaga. 

Foram três dias de sofrimento, indo e vindo daquela universidade com minha mãe, sem sequer termos notícias se meu pedido havia sido deferido. Para a minha alegria, no quarto dia, finalmente recebi a notícia de que eu tinha conseguido a vaga para o curso de Engenharia Química na Universidade do Estado do Amapá (UEAP). Realmente pude perceber que a persistência é o caminho do êxito.

O mais engraçado era que eu estava nesse curso sem saber ao certo o que ele significava, eu tinha poucas referências, mas resolvi arriscar. Sem contar que é um curso muito recente no estado, tanto que só tem na rede estadual.


E ao longo do curso sempre ouvi os professores comentarem que o salário de um engenheiro químico era ótimo. Talvez isso tenha me ajudado a seguir em frente no curso, afinal todos querem ser bem recompensados financeiramente.

No começo do curso, senti os primeiros impactos do que realmente era um curso superior voltado para a área de engenharia. Muitas derivadas, integrais e por aí vai, mas com o tempo fui “pegando o jeito”.

Atualmente estou no 7º semestre do curso, faço parte da terceira turma, e estou cada vez mais aprendendo a ter um imenso amor e carinho pela profissão, já que nem sonhava em querer isso para a minha vida, apesar de eu ser muito bom nas disciplinas de matemática, física e química na época de ensino fundamental e de ensino médio.

Nosso curso ainda enfrenta algumas dificuldades tanto na Universidade quanto no Estado. Exemplos dessas dificuldades na Universidade são: poucos reagentes químicos presentes nos laboratórios, poucos livros disponíveis na biblioteca e às vezes não tem professores para ministrar algumas disciplinas. Já no Estado é a carência de indústrias, sem contar que tem o impasse de ser o estado mais preservado do país. Mas acredito que todas essas dificuldades estão com o tempo sendo amenizadas.

O curso Bacharelado em Engenharia Química na Universidade do Estado do Amapá (UEAP) foi implantado em 2010 e ao longo do tempo vem sendo aperfeiçoado, observando que este é um curso muito recente e promissor para o estado, já que irá atrair indústrias a se instalarem em um local que até então é carente nesse setor.  Os futuros Engenheiros Químicos do Estado do Amapá estão cada vez mais tendo a oportunidade de trabalharem no setor industrial, um exemplo bem próximo dessa realidade é a possibilidade de ingressar nas bases de exploração de petróleo que irão se instalar na costa marítima amapaense por volta de 2016.

Nossa matriz curricular é a mais difícil da Universidade, logo há um significativo aumento na evasão acadêmica, tanto que a primeira turma que se formou agora final de 2014 só tinha apenas QUATRO PERSEVERANTES ACADÊMICOS, mais conhecidos como o quarteto fantástico dentro do colegiado. Sem falar que independente do curso, as primeiras turmas, são aquelas que mais sofrem com as dificuldades impostas no decorrer do curso se comparadas com as turmas posteriores.

Atualmente, o nosso curso recebeu quatro novos equipamentos modernos nos quais vem para contribuir com o aprendizado, fazendo com que o aluno esteja mais inserido na parte prática. Os equipamentos fazem parte do investimento de mais de R$ 500 mil para o curso de engenharia química no Estado do Amapá.

Dentre os equipamentos estão: Fluidização Sólido-Líquido, que utiliza líquidos para o estudo do jorro de partículas sólidas, à exceção dos corrosivos, e o equipamento de Absorção Gás-líquido serão utilizados nas atividades práticas do ensino da disciplina de Operações Unitárias.

Já se encontra em fase de montagem o equipamento DRX, que faz análise de superfície de corpos e é raro na região Norte. A universidade aguarda pela chegada do Espectrofotômetro de Adsorção Atômica, ambos os equipamentos são utilizados para a realização de pesquisas. Os equipamentos irão subsidiar as aulas do 5º semestre do curso de engenharia química, onde começa o ciclo profissional.

Desde o dia 17 de dezembro de 2014, os acadêmicos de engenharia da Universidade do Estado do Amapá já podem contar com o Difratômetro de Raio X, equipamento laboratorial utilizado para caracterizar materiais cristalinos presentes em amostras inorgânicas ou orgânicas. Além de qualificar o ensino, o equipamento possibilitará no futuro, também, a prestação de serviços.

Uma série de ferramentas existentes no Difratômetro de Raio X permite uma ampla caracterização dos cristais contidos em uma determinada amostra, determinando os percentuais, o tamanho, a estrutura, entre outras especificidades, além de apontar os materiais amorfos, ou seja, que não contêm cristais.

Já em relação à exploração de petróleo no Amapá, um dos maiores problemas a ser enfrentado pelas empresas de petróleo para se instalar na costa amapaense é a vulnerabilidade ambiental dos ecossistemas e a expectativa de benefícios imediatos.

Quanto à questão ambiental, pareceres prévios emitidos pelo Governo Federal apontam lacunas de informações e a necessidade de levantamentos sobre os meios físico, biótico e socioeconômico para compor estudos de impactos ambientais. Além do mais, a região costeira do Amapá é preenchida por Unidades de Conservação de Proteção Integral, o que poderá dificultar a regularização ambiental dos empreendimentos.

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