quarta-feira, 26 de novembro de 2014

[II SBEQ] INDO ALÉM DO BALANÇO DE MASSA - CARLOS HENRIQUE LOYOLA (CHEMTECH)

É comum ouvirmos, nos corredores da universidade, que o curso de Engenharia Química é um dos mais amplos. Afinal, não é à toa que o famoso personagem MacGyver, engenheiro químico, conseguia resolver todos os seus problemas com destreza em soluções improváveis. Eu só percebi o quão isso realmente é verdade quando já estava muito próximo da minha formatura. Durante o tempo que trabalhei na Mult Jr, a empresa júnior de Engenharia Química da UFMG, tive contato com o PMBOK e com metodologias de gestão que me chamaram muita atenção. Percebi que um engenheiro químico pode trabalhar otimizando processos que não possuem um mol sequer de qualquer substância conhecida, fechando balanços que não envolvem energia, massa ou momento, acompanhando e equalizando interações entre pessoas, ao invés de interações de origem molecular. Descobri que uma das pessoas mais respeitadas no mundo em Gestão de Projetos era como eu: brasileiro, mineiro de Belo Horizonte, Engenheiro Químico da UFMG, apaixonado por lidar com pessoas e sedento por novos aprendizados. E percebi que essa era a realidade de muitos dos meus colegas de sala e de trabalho.


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PMBOK: O guia Project Management Body of Knowledge (PMBOK) é um conjunto de práticas na gestão de projetos organizado pelo instituto PMI e é considerado a base do conhecimento sobre gestão de projetos por profissionais da área.


Reduzida à sua forma mais simples, e confinada a uma das suas dez áreas do conhecimento (de acordo com o PMBOK 5ed.), a gerência de projetos, pode ser aplicada como disciplina de manter os riscos de fracasso em um nível tão baixo quanto necessário durante o ciclo de vida do projeto, potenciando, ao mesmo tempo, as oportunidades de ocorrência de eventos favoráveis do projeto. O risco de fracasso, decorrente da ocorrência de ameaças, aumenta de acordo com a presença de incerteza do evento, e da sua probabilidade de ocorrência, durante todos os estágios do projeto. A variação da probabilidade (P) de ocorrência dos riscos (sob a forma de ameaças ou oportunidades) diminui, ao longo do ciclo de vida do projeto, aumentando o impacto (I) da possível ocorrência do mesmo, na razão inversa, sem que seja, necessariamente, na mesma proporção. A relação entre estas duas variáveis (PxI), é designada, na gestão dos riscos do projeto, como valor esperado (Ve), e consiste numa medida de avaliação da importância e influência do risco, para alcançar o objectivo do projeto em causa.

Um ponto-de-vista alternativo diz que gerenciamento de projetos é a disciplina de definir e alcançar objetivos ao mesmo tempo que se otimiza o uso de recursos (tempo, dinheiro, pessoas, espaço, etc).

A gerência de projetos é frequentemente a responsabilidade de um indivíduo intitulado gerente de projeto. Idealmente, esse indivíduo raramente participa diretamente nas atividades que produzem o resultado final. Ao invés disso, o gerente de projeto trabalha para manter o progresso e a interação mútua progressiva dos diversos participantes do empreendimento, de modo a reduzir o risco de fracasso do projeto, podendo arcar com qualquer ônus.

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O curso de Engenharia Química nos fornece algo que nenhum outro curso de engenharia é capaz de fornecer: amplo conhecimento sobre os processos industriais. Em termos menores, isso significa que o Engenheiro Químico é aquele que é responsável pelo coração de qualquer empreendimento industrial, o que nos dá condições de discutir com um engenheiro de outra especialidade um tema fora da nossa área, com propriedade para tal. Isso é uma vantagem razoável para nossa profissão, já que o mercado demanda profissionais que sejam capazes de nortear uma equipe multidisciplinar a atingir um objetivo em comum.

É claro que quem quiser se aventurar pela área de Gestão terá de se aperfeiçoar e buscar outros conhecimentos fora da graduação, seja através de uma pós, de muita leitura ou de ousadia para correr riscos e colher aprendizados. Porém, é uma área que só tem a crescer nos próximos anos e que oferece um dinamismo e um conjunto de novas experiências que foi, é, e espero que continue sendo a principal razão da minha satisfação profissional. Quem sabe essa também não seja a sua praia?!

Carlos Henrique Rios Loyola
Life Cycle Solutions - PMO

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Cel: + 55 (31) 8481-7702
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Chemtech | A Siemens Business 
www.chemtech.com.br

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Confira ainda o vídeo complementar: Gestão de Projetos.

Um comentário:

  1. Oi Carlos,

    Super dez o post, uma área muito notável e que vem sendo destacando pelo que eu vejo em palestras que participei, assim como na net. Tem pessoas como eu que estão novas no curso e ainda não passou por matérias especificas e não tem a ideia de qual área vai seguir , e eu recentemente me aventurei num curso de Ms Project um pouco soube controle e gestão de projetos , super curtir da uma ideia de auxilio e suporte a área gerencial , numa determinada visita técnica que participei um Engenheiro gerencial , indicou para que todos estudantes que pretendia seguir determinada área passasse por uma experiência na área técnica. Minhas perguntas são em que momento na sua carreira acadêmica percebeu que queria aventurar nessa área ? Foi bem perto de se formar ? Acha notável e importante o estudante passar por uma área técnica antes de se aventurar nessa área? E por fim como é o dia a dia de uma profissional dessa área ? Abração a você e toda Equipe BEQ!

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