segunda-feira, 24 de novembro de 2014

[II SBEQ] - ABERTURA: ENTREVISTA MARIA CRISTINA SILVEIRA NASCIMENTO

É UMA HONRA E UM ORGULHO ANUNCIAR O INÍCIO DA II SEMANA BRASILEIRA DE ENGENHARIA QUÍMICA! Ao longo da semana, você confere um material exclusivo elaborado por nossa equipe ao longo dos último três meses. No final de cada dia, confira o vídeo sobre o resumo do dia. Neles, constarão ainda os sorteados que receberão nossos prêmios. Em nosso texto de abertura, uma entrevista exclusiva com a Diretora Presidente da Associação Brasileira de Engenharia Química, Maria Cristina Silveira Nascimento (Gestão 2014-2016).

Maria Cristina Nascimento é engenheira química formada na PUC/RS e especialista na área de modelagem e simulação. Fez MBA na Universidade Federal do Rio de Janeiro e concluiu o Programa Executivo de Liderança da Universidade de Pittsburgh. Foi engenheira de processos da JPE Engenharia e foi consultora independente, até sua chegada a Oxiteno. Lá exerceu o cargo de engenheira de processos, depois gerente de processos. Hoje, ocupa o cargo de gerente de produção da Oxiteno. Na Gestão 2012-2014, era vice-presidente da Associação Brasileira de Engenharia Química. Atualmente, ocupa o cargo de Diretora Presidente da ABEQ.

Entrevista realizada pelo idealizador, fundador e presidente Beta EQ, Kaique Santos Teixeira.

1) Em primeiro lugar, é uma honra e um privilégio tê-la em nosso evento virtual. Gostaria de saber o motivo da sua escolha por Engenharia Química ainda como estudante.

R.: Primeiramente gostaria de dizer que é um prazer poder participar de uma iniciativa tão inspiradora como é o Projeto BEQ. A minha escolha por EQ foi uma afinidade e curiosidade muito grande pela matemática e pela química. Na época não havia tanta informação disponível a respeito das profissões e foi conversando com alguns engenheiros químicos que trabalhavam na indústria que me decidi sobre o que queria fazer.

2) Como se deu sua trajetória profissional até sua inserção na Oxiteno?

R.: Durante o curso de graduação fiz alguns estágios. Um deles foi na área de projetos, que me encantou. Quando me formei tive a oportunidade de trabalhar em uma empresa de projetos fazendo justamente o que eu queria. Essa primeira fase da minha carreira foi fundamental, pois além de ganhar uma bagagem técnica muito rica pude conhecer a realidade de várias empresas de diferentes setores: petróleo, petroquímica e alimentícia. Essa experiência foi meu cartão de visitas para trabalhar na Oxiteno.

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Pautada pela inovação e pela sustentabilidade, a Oxiteno é uma empresa química de origem brasileira com atuação global, líder na produção de tensoativos e produtos químicos especializados. Presente em nove países, nas Américas, Europa e Ásia, sua estrutura conta com 12 unidades industriais localizadas no Brasil, Estados Unidos, México, Uruguai e Venezuela e escritórios comerciais na Argentina, Bélgica, Brasil, China, Colômbia, Estados Unidos, México, Uruguai e Venezuela.

Acreditar no futuro, vislumbrar oportunidades de negócios, desenvolver soluções que contribuam para a qualidade de vida das pessoas e para uma evolução sustentável da sociedade e do mundo. Essa é a essência de seu negócio e a referência para o desenvolvimento de tecnologias que atendam seus clientes nos mais diversos mercados, como Agrochemicals, Home Care and I & I, Oil & Gas, Paints & Coatings, Personal Care, entre outros.

Ética nos negócios e respeito às pessoas conduzem nossa forma de atuar e de se relacionar com todos os públicos de interesse.

Oxiteno. Compromisso com a evolução.

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3) Quais desafios você enfrenta nessa empresa renomada?

R.: A Oxiteno, como empresa química de origem brasileira e com atuação global, enfrenta os desafios do contexto em que está inserida. Sempre com foco em inovação e sustentabilidade, nós, profissionais da Oxiteno, somos direcionados a buscar soluções criativas e eficazes para o crescimento não só da nossa empresa como das outras empresas envolvidas na cadeia de valor.

4) Quando você entrou para a Associação Brasileira de Engenharia Química? Como foi o processo até assumir a presidência dessa organização?

R.: Eu conheci a ABEQ através dos prêmios que tradicionalmente a Oxiteno promove com esta entidade. Minha aproximação se deu através de um antigo diretor, Márcio Tavares Lauria, que incentivou minha aproximação à associação. Foi então que em 2012 assumi a posição de diretora vice-presidente. Nestes dois anos trabalhamos com afinco e amor pela importante missão que a associação exerce. Fiquei surpresa com minha indicação à presidência, mas com pouco tempo encarei como uma grande oportunidade de colocar em prática os meus anseios em prol da Associação e da Engenharia Química.

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A Associação Brasileira de Engenharia Química (ABEQ) é uma sociedade sem fins lucrativos que congrega profissionais e empresas interessadas no desenvolvimento da Engenharia Química no Brasil. É filiada à Confederação Interamericana de Engenharia Química. Seu conselho superior, a diretoria e as diretorias das sete seções regionais são eleitos pelos associados a cada dois anos. Há mais de três décadas a ABEQ desempenha importante papel na valorização dos profissionais e estudantes da engenharia química em nosso país, bem como na divulgação da engenharia química e de sua contribuição para a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos.

Aos seus 700 associados, a ABEQ oferece:
  • Oportunidades de contatos com colegas, associações, universidades, empresas e entidades governamentais;
  • Organiza encontros nas áreas científica, tecnológica e de ensino que mobilizam cerca de 1200 profissionais;
  • Edita uma publicação científica trimestral com o respeitável índice de impacto 0,377 (Web of Knowledge), uma revista técnico - comercial distribuida gratuitamente aos sócios e um boletim eletrônico de notícias enviado a 9000 profissionais, e enviado para mais de 80 mil contatos,
  • Valoriza estudantes e pós-graduandos através da distribuição anual de R$ 46.000 em prêmios amplamente reconhecidos pela comunidade acadêmica.

A ABEQ oferece ainda uma infinidade de outros serviços que ajudam a comunidade de engenharia química a melhor posicionar-se quanto aos desafios do presente e do futuro nas áreas tecnológica, científica e de ensino.

Conheça seu portal oficial AQUI.
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5) Por que ser sócio da ABEQ?

R.: A ABEQ desempenha importante papel na valorização dos profissionais e estudantes da Engenharia Química. Seja divulgando a Engenharia Química e a sua contribuição para a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos, organizando encontros nas áreas científica, tecnológica e de ensino e promovendo a expansão do network entre seus associados e distribuindo prêmios de incentivo a alunos de graduação e pós-graduação.

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Para saber mais sobre como se associar a ABEQ, clique AQUI.

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6) Como você enxerga o mercado de trabalho para os profissionais de  Engenharia Química atualmente? Quais são as perspectivas para o futuro?

R.: Naturalmente o mercado de trabalho sofre influência da economia e as perspectivas não são animadoras. A despeito de uma expectativa de baixo crescimento, o profissional da Engenharia Química é versátil dado o caráter multidisciplinar da profissão, sendo assim o mercado de trabalho para esse profissional tem diversidade de opções significativa, o que amplia suas oportunidades de emprego.

7) Qual a importância do ENBEQ? Como inserir mais estudantes nesse processo de discussão dos caminhos da Engenharia Química nacional?

R.: O Encontro Brasileiro sobre o Ensino de Engenharia Química é um fórum onde se discute o ensino da Engenharia Química no Brasil em todas as suas dimensões, ou seja, currículo, conteúdo programático, metodologia de ensino, condições operacionais, mercado de trabalho, graduação e pós-graduação. 

Nestes encontros reúnem-se professores dos cursos de graduação e pós-graduação em Engenharia Química de várias universidades do país, além de outros profissionais interessados no ensino de EQ e representantes discentes.

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O último ENBEQ aconteceu recentemente em Florianópolis. O Encontro Brasileiro sobre o Ensino de Engenharia Química – ENBEQ é um evento tradicional na comunidade acadêmica envolvida com o ensino de engenharia química no Brasil e é realizado bianualmente pela ABEQ. No ENBEQ, reúnem-se professores dos cursos de graduação e pós-graduação em engenharia química de várias universidades e escolas do país, discentes e outros profissionais interessados no ensino, para discutir sobre diversos aspectos ligados à formação do profissional Engenheiro Químico e suas especializações.

Através da apresentação de trabalhos ligados ao ensino, mostra de projetos pedagógicos, mesas redondas, palestras e a formação de Grupos de Discussão sobre temas de interesse, o ENBEQ tem colaborado para o aprimoramento da formação do engenheiro químico, bem como oportuniza o contato e a troca de experiências dos profissionais ligados à graduação e pós-graduação.

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8) A Engenharia Química é, talvez, a Engenharia de maior abrangência dentre todas. Hoje, existem cursos de graduação mais específicos que oferecem parte de nossas aptidões, tais como: Engenharia de Bioprocessos, Engenharia de Alimentos, Engenharia de Processos e afins. Na sua visão, ter uma formação abrangente na graduação é o melhor caminho para formação de um profissional?

R.: A formação abrangente do profissional da engenharia química permite uma maior flexibilidade e adaptabilidade deste profissional para os diferentes segmentos da indústria e tipos de carreira. Desta forma este profissional pode experimentar diferentes áreas e se aprofundar na que melhor lhe servir. O revés da medalha é que muitas áreas preferem o profissional especializado.

Em minha opinião uma vez que o profissional está seguro da opção de curso, independente de qual seja, deve investir em seus estudos e na sua formação da melhor forma possível, o resto é consequência.

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Confesso que fiquei surpreso com a disponibilidade e a gentileza da Gerente de Produção da Oxiteno e atual Presidente da Associação Brasileira de Engenharia Química, Maria Cristina Silveira Nascimento. Assim que realizei o contato para essa entrevista, essa referência da Engenharia Química agiu de maneira singular elogiando não só a mim, mas como o Projeto Beta EQ em si. Tenho certeza que essa entrevista é um passo importante para aproximação da ABEQ e do Beta EQ. Pra mim, foi um orgulho saber que essa engenheira química renomada já acompanhava nossa rede.

Desejamos toda a sorte do mundo ao principal nome da Engenharia Química nacional na atualidade e que você continue inspirando a todos nós, (futuros) engenheiros químicos.

Atenciosamente,
Kaique Santos Teixeira

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