terça-feira, 14 de outubro de 2014

PESQUISADOR CRIA EXAME DE SANGUE MAIS RÁPIDO E BARATO

(Texto enviado pelo Representante Beta EQ e estudante da UNISO, Romilson Mendes Barbosa)

Antes de entrar no assunto, sobre a pesquisa realizada por Wendell, primeiramente vamos nos inteirar de sua vida acadêmica: Wendell Karlos Tomazelli Coltro, Bacharel em Química pela Universidade Estadual de Maringá (2001), Mestrado (2004) e Doutorado (2008) em Ciências (Área de concentração: Química Analítica) pela Universidade de São Paulo. Realizou estágio de doutorado no exterior (sandwich) na "The University of Kansas" (2006) sob a supervisão da Profa. Dra. Susan M. Lunte - e estágio de pós-doutorado na Universidade de São Paulo (2008-2009). Atualmente é Professor Adjunto no Instituto de Química da Universidade Federal de Goiás. Tem experiência na área de Química Analítica com ênfase em Instrumentação Analítica, Microfabricação, Microfluídica e Eletroforese. Atua no desenvolvimento de microssistemas eletroforéticos, detectores eletroquímicos, microrreatores e dispositivos descartáveis para aplicações bioanalíticas, incluindo testes rápidos e diagnósticos clínicos. (Fonte: Currículo Lattes)


Exame desenvolvido pelo pesquisador Wendell Coltro usa uma folha ou até um guardanapo para detectar a dengue ou outras enfermidades em minutos, ao custo de centavos. Ele foi considerado um dos dez brasileiros mais inovadores pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos – uma das cinco melhores universidades do mundo. 

Um exame de sangue que detecta a dengue com resultados instantâneos e ao custo de 15 centavos. Uma ideia que pode revolucionar a medicina e está sendo gestada pelo doutor em química pela Universidade de São Paulo, Wendell Coltro, que leciona na Universidade Federal de Goiás (UFG).

“Uma das grandes vantagens, sem dúvidas, é o tempo de análise. Dependendo do ensaio, a rapidez pode ser interessante para auxiliar o médico ou uma equipe médica a tomar uma decisão de intervenção cirúrgica ou mudança em um tratamento específico. Por exemplo, nas unidades médicas móveis um kit contendo esses produtos poderia ser rapidamente utilizado para acessar o estado clínico do paciente no caminho até o hospital”, diz Wendell.

O exame desenvolvido pelo pesquisador e sua equipe usa uma folha de transparência ou até mesmo um guardanapo, coberto com parafina. Um carimbo de metal delimita a área onde será adicionado o material do paciente como o sangue. Nas bordas desse “chip” de papel, ficam os reagentes. Para detectar a dengue, por exemplo, quando o soro está infectado, o anticorpo da doença se liga às substâncias presentes no papel e promove alteração na coloração, podendo ser avaliada visualmente ou analisada com câmera de celular. O método foi testado em hospitais de Goiás e conseguiu mostrar se um paciente estava ou não infectado. Segundo Coltro, os resultados têm confiabilidade de mais de 90%.

Também é possível fazer outros oito tipos de análises, como índices de colesterol, triglicérides, ácido úrico e glicose. Depois de depositar uma gota de sangue ou urina no centro do desenho impresso, o resultado fica pronto em cerca de 15 minutos. Para análise mais profunda, é possível fotografar os resultados com smartphone e compará-lo com uma escala de cores.

Uma das principais diferenças é o custo: enquanto exames na rede particular de saúde custam quase R$ 100, o exame criado por Wendell tem resultados eficazes custando até 15 centavos. A simplicidade ajudará a atender regiões afastadas, onde há pouco acesso a hospitais. Como não precisariam ser transportados por longas distâncias, os resultados podem ser mais fidedignos e o próprio paciente poderiam fazer os testes.

Wendell foi considerado um dos dez brasileiros mais inovadores pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos. O exame, vencedor de vários prêmios, está sendo negociado agora com empresas que o disponibilizem rapidamente no mercado.

“Em todas as tecnologias, o processo burocrático para colocar os produtos no mercado é árduo. Mas estamos enfrentando isso com naturalidade e caminhando para que isso vire realidade”, avalia o pesquisador.

Wendell aponta que o principal ator na evolução das pesquisas são os alunos, que, sem a concessão das bolsas, não teriam a mesma determinação para realizar experimentos. Ele acredita que a carreira científica pode se iniciar ainda no ensino médio e se prolongar por toda a vida profissional.
“As possibilidades atuais para atuar na carreira científica são muito melhores do que o período que eu era universitário” - considerou o pesquisador. 

O estudo não seria possível sem a contribuição dos professores Dr. Emanuel Carrilho e Claudimir Lúcio do Lago, da USP. A pesquisa também se beneficiou da apresentação do uso do papel para ensaios clínicos realizados pelo grupo de pesquisa liderado pelo Prof. Dr. George Whitesides da Universidade de Harvard. 

Bibliografia
< http://palaciodoplanalto.tumblr.com/archive > Acesso em 10 de outubro de 2014 às 19h27m.
< http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?metodo=apresentar&id=K47 30248E9 > Acesso em 10 de outubro de 2014 às 19h54m.

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