sexta-feira, 31 de outubro de 2014

NANOTECNOLOGIA

(Texto enviado pela Representante Beta EQ e estudante da UFRuralRJ, Marianne Nogueira)

A nanotecnologia surge como destaque nos assuntos relacionado à inovação, porém poucos sabem do que se trata e qual seu verdadeiro potencial. O nosso primeiro pensamento ao escutarmos esse termo é imaginar “coisas em escalas menores”, mas nanotecnologia corresponde somente a isso? Quais são suas possibilidades de uso? Qual o seu impacto mundial? Chegou a hora de descobrir um pouco mais dessa “nova” ciência.


O QUE É NANOTECNOLOGIA?

A nanotecnologia projeta e desenvolve produtos e processos tecnológicos a partir de partículas minúsculas, na escala de nanômetros (1 milímetro é igual a 1 milhão de nanos), como os átomos. Trata-se da capacidade de criar agrupamentos de átomos ou moléculas, de modo que o arranjo espacial e composição sejam usados para obter estruturas com novas propriedades mecânicas, ópticas, eletrônicas ou magnéticas e, portanto, novos produtos industriais. Sendo assim, vale explicitar que nem tudo que está em escala nanométrica se trata de nanotecnologia, pois o que é nanotecnológico tem propriedades ou funcionalidades resultantes das dimensões nanométricas e, portanto, diferentes das respectivas versões micro ou macroscópicas.  


QUAIS AS POTENCIALIDADES?

É vista com frequência como uma "tecnologia de objetivos gerais" devido ao fato de que pode ter um impacto significativo na maioria de indústrias e áreas da sociedade. Melhorará os sistemas de construção e possibilitará a fabricação de produtos mais duráveis, limpos, seguros e inteligentes, tanto para a casa, como para as comunicações, os transportes, a agricultura e a indústria em geral. Imaginam-se dispositivos médicos com capacidade para circular na corrente sanguínea e detectar e reparar células cancerígenas antes que se estendam.

Como tecnologia de objetivos gerais, porém, teria um uso duplo, ou seja, teria múltiplas aplicações comerciais e também militares: seria possível produzir, por exemplo, armas e aparelhos de vigilância muito mais potentes. A nanotecnologia representa, portanto, incríveis vantagens para a humanidade, mas também graves riscos.

Outro possível problema é a nanopoluição que é gerada por nanomateriais ou durante a confecção destes. Este tipo de poluição, formada por nanopartícula, podem ser muito perigosas uma vez que flutuem facilmente pelo ar viajando por grandes distâncias. Devido ao seu pequeno tamanho, os nanopoluentes podem entrar nas células de seres humanos, animais e plantas. Como a maioria destes nanopoluentes não existe na natureza, as células provavelmente não terão os meios apropriados de lidar com eles, causando danos ainda não conhecidos. Estes nanopoluentes poderiam se acumular na cadeia alimentar como os metais pesados e o DDT.

FIQUE DE OLHO

É uma área promissora, mas que dá apenas seus primeiros passos, mostrando, contudo, resultados surpreendentes. Além de que o governo brasileiro dá mostras de querer investir no setor, que deve atingir 1,5 trilhão de dólares até 2015, segundo a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial. Em agosto de 2013, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação lançou um programa que prevê o investimento de R$ 450 milhões em dois anos para estimular a união entre universidades e empresas na área da nanotecnologia.

Um comentário:

  1. Ótimo texto, bem escrito e interessante. Nunca parei pra pensar na nanopoluição e o que ela poderia causar. Parabéns à representante do betaEQ pelo bom trabalho de pesquisa!

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