terça-feira, 21 de outubro de 2014

CIÊNCIA SEM FRONTEIRAS: A REALIDADE DOS BOLSISTAS

(Texto enviado pela Representante Beta EQ e estudante da UNIOESTE, Fernanda Rengel)

No último ano, houve um grande aumento no número de acadêmicos que decidiram se inscrever no programa Ciência Sem Fronteiras a fim de buscar uma experiência acadêmica no exterior.  O governo oferece uma bolsa mensal e moradia para os acadêmicos. Mas qual será a realidade diária vivida pelos estudantes brasileiros no exterior?  Entrevistei cinco acadêmicos que participam do CsF, estes estudam nos EUA, Irlanda, Hungria e França.


Quando os estudantes foram questionados sobre a maior diferença entre a sua universidade no Brasil e a universidade atual, a resposta foi unanime, todos citaram a estrutura como principal diferença, laboratórios com equipamentos altamente tecnológicos, porém citaram também uma diferença gritante sobre o método de ensino, aulas somente em slides, não priorizam tanto os cálculos, mas valorizam muito as aulas práticas, destacaram também que no Brasil os professores são muito mais exigentes.

A maior dificuldade apontada pelos acadêmicos foi  adaptar-se a cultura local, idioma, dificuldade de se relacionar com as habitantes locais. Outro fato relatado por uma estudante foi a falta de disponibilidade dos professores para tirar dúvidas, esta disse que no Brasil a relação aluno-professor é muito mais eficiente.

Por fim, indaguei os participantes do CsF sobre o que mudariam no programa governamental e para minha surpresa, todos, disseram que deveria haver uma maior cobrança em relação ao que o acadêmico está fazendo na universidade, pois só é exigido ao final do programa um relatório,  também sugeriram um maior controle nos valores das bolsas depositadas. 

Um comentário:

  1. Fui csf e concordo que é preciso ter um maior controle mesmo, mas discordo da relaçao aluno-professor, na minha faculdade americana o professor era acessivel a praticamente qualquer horário do dia, por email ou indo a sala dele, e sempre disposto a ouvir e ajudar. Por aqui nem sempre tive o mesmo" atendimento"

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