segunda-feira, 1 de setembro de 2014

O UNIVERSO MOOC

(Texto enviado pelo Representante Beta EQ e estudante da UNISO, Romilson Mendes Barbosa)

Os “MOOCs” (do inglês, Massive Online Open Course) – cursos online abertos e dirigidos a um amplo público – têm se acelerado de forma grandiosa pela rede nos últimos anos. Inclusive, o ano de 2012 chegou até ser apelidado de “o ano do MOOC”, por diversos blogs e redes sociais, além das mídias impressas.


Existem MOOCs ligados a programas universitários (como os de Harvard, de Yale, da UCLA/Berkeley e do pioneiro MIT) e MOOCs independentes (como aqueles encontrados no Udacity e no Blackboard). Ainda, entre os MOOCs das grandes universidades, existem aqueles inteiramente abertos à participação do público, e aqueles dirigidos aos alunos da universidade (ou, ao menos, a alunos inscritos e cadastrados), que resultam em certificados e “créditos”, como qualquer disciplina “presencial”.

Além disso, é interessante citar que alguns cursos são realizados em plataformas de acesso aberto sem fins lucrativos (a edX, que abriga os cursos do MIT, de Harvard e de Berkeley, e o Veduca, por exemplo); outros são encontrados em plataformas fechadas que visam lucro (como a Coursera, que inclui os cursos de Princeton e Stanford, e a Blackboard). Entretanto, mesmo nas plataformas privadas, os cursos são gratuitos para quem os assiste – o lucro vem da compra de softwares ou do aluguel da plataforma, da parte de empresas que desejem montar cursos.

Na comunidade original dos idealizadores dos MOOCs, a vocação da ideia é para o acesso aberto irrestrito e sem visar o lucro. É esse o ideal que segue sustentando as grandes plataformas abertas, como a edX – fundada por pesquisadores do MIT e de Harvard que tanto oferecem cursos como pesquisam as formas de ensino-aprendizado em rede. Esses pesquisadores lançaram o edX em 2012 justamente como reação política à crescente comercialização dos provedores de MOOCs.

Tipicamente um MOOC é composto pelo material em vídeo e pela plataforma interativa, muitas vezes sem a atividade avaliativa, como é o caso da maioria dos cursos independentes, ou seja, não ligados a universidades, e que não “certificam” os alunos. Assim, fundamentalmente, o que distinguiria um MOOC de uma palestra gravada e disponível online – e mesmo, das plataformas dedicadas à divulgação de palestras online, como a famosa TED – é que um MOOC é desenhado para ser uma experiência interativa.

É isso o que leva alguns a declararem que os MOOCs são mais que uma onda, uma moda da internet – representariam, de fato, uma tendência para o futuro da relação das pessoas com o conhecimento.
Essa é, por exemplo, a perspectiva do educador Dave Cormier, explicada neste vídeo:
  “What is a MOOC?” – Dave Cormier


“Um MOOC é um curso participativo, distribuído e aberto – não é simplesmente um curso online, é um evento em torno do qual pessoas que se interessam por determinado assunto se reúnem e refletem sobre tal”.

Exemplos de Moocs em grandes universidades:

  • MIT (http://ocw.mit.edu/index.htm )
  • Harvard (http://www.extension.harvard.edu/open-learning-initiative) 
  • Yale (http://oyc.yale.edu/ )
  • UCLA/Berkeley (http://webcast.berkeley.edu/)


Plataformas:

  • Coursera (https://www.coursera.org/)
  • Veduca (http://www.veduca.com.br/)
  • edX (https://www.edx.org/)
  • Udacity (https://www.udacity.com/)
  • Blackboard (http://www.blackboard.com/)

Reportagens

  • New York Times – “The year of the MOOC“, novembro de 2012 (http://www.nytimes.com/2012/11/04/education/edlife/massive-open-online-courses-are-multiplying-at-a-rapid-pace.html)

Bibliografia:
< http://humanidadesdigitais.org/2013/04/23/o-que-e-um-mooc/ > Acesso em 29 de agosto de 2014 às 18h39min.

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