terça-feira, 2 de setembro de 2014

O MUNDO DOS VIDROS

(Texto enviado pela Representante Beta EQ e estudante da UFRuralRJ, Marianne Nogueira)

O vidro é uma das descobertas mais surpreendentes do homem e sua história é cheia de mistérios. Alguns autores apontam os navegadores fenícios como os precursores da indústria desse material. Ancorados em uma praia da costa da Síria, os Fenícios improvisaram uma fogueira utilizando blocos de salitre e soda e, algum tempo depois, notaram que do fogo escorria uma substancia brilhante que se solidificava imediatamente. Ali nascia o vidro.


Em ciência dos materiais, o vidro é uma substância sólida e amorfa que apresenta temperatura de transição vítrea. No dia a dia o termo se refere a um material cerâmico, transparente, geralmente obtido com o resfriamento de uma massa líquida à base de sílica.

Em sua forma pura, o vidro é um óxido metálico super esfriado, transparente, de elevada dureza, essencialmente inerte e biologicamente inativo, que pode ser fabricado com superfícies muito lisas e impermeáveis. Estas propriedades desejáveis conduzem a um grande número de aplicações.

No entanto, o vidro geralmente é frágil, quebra-se com facilidade. O vidro comum se obtém por fusão em torno de 1.250 ºC de dióxido de silício, (SiO2), carbonato de sódio (Na2CO3) e carbonato de cálcio (CaCO3).

Composição

São basicamente feitos por areia, calcário, barrilha, alumina, corantes e descorantes. As matérias primas que compõem o vidro são os vitrificantes, fundentes e estabilizantes. 
  • Os vitrificantes são usados para dar maior característica à massa do vidro e são compostos de anidrido sílico, anidrido bórico e anidrido fosfórico.
  • Os fundentes possuem a finalidade de facilitar a fusão da massa silícea, e são compostos de óxido de sódio e óxido de potássio.
  • Os estabilizantes têm a função de impedir que o vidro composto de silício e álcalis seja solúvel, e são: óxido de cálcio, óxido de magnésio e óxido de zinco.

A sílica, matéria prima essencial, apresenta-se sob a forma de areia; de pedra cinzenta; e encontra-se no leito dos rios e das pedreiras. Depois da extração das pedras, da areia e moenda do quartzo, procede-se a lavagem a fim de eliminar-se as substâncias argilosas e orgânicas; depois o material é posto em panelões de matéria refratária, para ser fundido.


A mistura vitrificável alcança o estado líquido a uma temperatura de cerca de 1.300°C e, quando fundem as substâncias não solúveis surgem à tona e são retiradas. Depois da afinação, a massa é deixada para o processo de repouso, de assentamento, até baixar a 800°C, para ser talhada.

Fabricação

A fabricação é feita no interior de um forno, onde se encontram os panelões. Quando o material está quase fundido, o operário imerge um canudo de ferro e retira-o rapidamente, após dar-lhe umas voltas trazendo na sua extremidade uma bola de matéria incandescente. Agora a bola incandescente, deve ser transformada numa empola. O operário gira-a de todos os lados sobre uma placa de ferro chamada marma. A bola vai se avolumando até assumir forma desejada pelo vidreiro. Finalmente a peça vai para a seção de resfriamento gradativo, e assim ficará pronta para ser usada.


Apesar de ter uma longa história, o vidro ainda tem um futuro promissor. Tem um papel muito importante na telecomunicação, na forma de fibras ópticas. É possível transmitir dados, vozes e imagens por meio da passagem de luz através de fibras ópticas, transparentes, de vidro ou de plástico. 

Na telecomunicação, a fibra óptica, feita de fio de vidro ou de plástico finíssimo como o fio de cabelo, praticamente substituiu o fio de cobre por possibilitar a transmissão de muito mais dados, cerca de 30 mil vezes mais que o fio metálico. Além de todas as outras utilidades práticas na construção civil, indústria de blindagem e outros, ele ainda é utilizado como artigo de decoração e encanta por sua beleza. 

Um comentário:

  1. Esse é o tipo de artigo que precisa ocorrer com mais frequência no BetaEQ. Aliás, os melhores artigos recentes são os da Marianne.

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