segunda-feira, 29 de setembro de 2014

ENTENDA A CURA DO VÍRUS EBOLA ATRAVÉS DA NANOTECNOLOGIA

(Texto enviado pela Representante Beta EQ e estudante do IFSul, Natali Tajes Cardozo) 

Ameaçando a segurança global, o Vírus Ebola já matou mais de 3.083 pessoas na África Ocidental, segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde). E tem mais: 6.500 pessoas podem estar infectadas nas regiões mais afetadas-Libéria, Guiné e Serra Leoa.

Altamente infeccioso, o vírus Ebola é uma das doenças que mais mata, onde 90% das pessoas infectadas morrem. É uma febre hemorrágica, surgido em 1976, próximo ao Rio Ebola, ao qual deu o nome à doença, o hospedeiro natural do vírus é o morcego frutífero, porém já foi encontrado em chimpanzés, antílopes e porcos. Existem cinco tipos do vírus: Bundibugyo, Costa do Marfim, Reston, Sudão e Zaire, nomes relacionados aos locais de origem da doença, o Reston é o único que não foi constatada morte em humanos, dos outros quatro todos causaram a morte de humanos.

A transmissão é feita por contato com os fluidos do doente (sêmen, saliva, suor, lágrimas, urina, fezes), os sintomas estão, desde febre, dor de cabeça muito forte, dores de garganta e nas articulações, calafrios e fraqueza, até sintomas mais críticos, como tosse, dores no peito e no estômago, náuseas, vômitos, diarreia (com sangue), inflamação na garganta, erupção cutânea, insuficiência renal e hepática, sangramento pelos olhos, ouvidos, nariz e reto.

E onde a Engenharia poderia ajudar nessa luta contra o Ebola? Como ainda não existe tratamento para essa doença, apenas pode-se controlar as complicações que vão aparecendo. A dificuldade para criar uma vacina que combata esse vírus, está na sua mutabilidade em grande velocidade, o que fazer para controlar um vírus que muda de forma toda hora? A resposta está na nanotecnologia.

Cientistas do Laboratório de Engenharia Química da Universidade Northeastern, estão pesquisando uma forma de acabar com o Ebola. Segundo o Professor Thomas Webster, nanopartículas estão sendo desenvolvidas para que possam aglutinar quimicamente ao vírus e interromper sua propagação, pois os nanomateriais mudariam a estrutura do vírus e não deixariam que ele adentrasse a célula para se desenvolver.
Uma das partículas que estão em atenção é o ouro, usada atualmente para tratar o câncer. O diferencial é que essas nanopartículas são aquecidas (através de ondas de radiação infravermelha) e podem destruir até células cancerosas, mas não células saudáveis. Quanto maior a superfície de contato, maior seria o aquecimento da nanopartícula, portanto Webster desenvolvou as chamadas “nanoestrelas de ouro” ou “nanostar” com maior área de superfície, atacando mais células virais assim que essa célula absorver essa partícula.O problema que os pesquisadores enfrentam, é saber se essa estrutura atacaria somente as células de vírus ou de câncer e não as saudáveis. Outra pesquisa está sendo feita por Webster, um chamariz para o vírus. Ele atrairia quimicamente a célula viral e o atacaria, ao invés da célula saudável.

Ainda levará pelo menos 5 anos para que a nanotecnologia possa ser usada definitivamente contra o Ebola, porém essa é, atualmente, a chance de cura do Ebola que poderá chegar mais rapidamente. Cabe a nós pesquisarmos e estudarmos novas formas de eliminar o vírus.

Referências:
http://www.nanowerk.com/nanotechnology-news/newsid=36889.php – Acesso em 27/09/2014
http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/mundo/2014/09/27/interna_mundo,532207/mortos-por-ebola-passam-de-tres-mil.shtml - Acesso em 28/09/2014
http://drauziovarella.com.br/letras/e/ebola/ - Acesso em 27/09/2014
http://nanosaude.ensp.fiocruz.br/?q=content/ataque-ebola-numa-nanoescala - Acesso em 27/09/2014
http://idgnow.com.br/ti-pessoal/2014/08/20/mortes-por-ebola-crescem-e-cientistas-buscam-cura-pela-nanotecnologia/ - Acesso em 28/09/14
http://www.nanowerk.com/nanotechnology-news/newsid=36889.php – Acesso em 28/09/14

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