segunda-feira, 29 de setembro de 2014

A IMPORTÂNCIA DE UMA FORMAÇÃO COMPLEMENTAR

Estudantes da UFV na Evonik/Espírito Santo
(Texto enviado pelo Representante Beta EQ e estudante da UFV, Daniel Tinôco)

Todo estudante de Engenharia Química sabe o quanto é importante e necessário complementar sua formação curricular com atividades extras, principalmente, porque, apesar da extensa carga horária que o curso apresenta, somente conhecimentos teóricos não seriam suficientes para tornar um estudante, um verdadeiro engenheiro. Uma das mais importantes atividades extracurriculares são as visitas técnicas a empresas do setor, promovidas pelas próprias disciplinas do curso, uma vez que permitem a verificação, na prática, do que se estuda em sala de aula.


Nada mais interessante do que presenciar e acompanhar o processo de produção de um determinado produto da indústria química, como por exemplo, a fabricação de açúcar cristal e de álcool, a partir da cana-de-açúcar. Ou mesmo, a produção de papel e celulose, peróxido de hidrogênio, combustíveis diversos e operações envolvendo o petróleo. Poder analisar cada uma das etapas envolvidas, comprovando a aplicabilidade dos diversos equipamentos estudados em Operações Unitárias e Reatores, é algo fascinante, que, sem dúvidas, faz com que o futuro engenheiro químico se sinta mais próximo da realidade, a qual irá vivenciar, e mais seguro, frente a essa realidade.

Muito além de experiências, as visitas técnicas são capazes de conduzir ações futuras. Muitos estudantes acabam descobrindo interesses que não acreditavam possuir depois de visitar “o chão de fábrica” de grandes empresas. É certo que, essa efetividade de identificação é maior quando se possui um tempo de curso, já que as visitas técnicas enquanto “calouros” são bem diferentes das que fazemos como “veteranos”. O olhar se torna mais crítico e o entendimento mais claro, quanto “mais velhos” no curso. Consequentemente, a tomada de decisão do que se fazer quando se formar vai se delineando e permitindo que o estudante foque em uma área específica, das inúmeras possibilidades da profissão.

Além disso, as visitas técnicas permitem um contato significativo com a empresa. Um tempo, mesmo que curto, nos ambientes industriais, nos faz perceber seus valores e sua conduta, sejam frente ao seu pessoal, à produção, ou mesmo, ao mercado. Isso demonstra sua realidade, ainda que parcial, a qual, dependendo das circunstâncias, poderá contribuir ou desfavorecer um futuro contato de trabalho. 

Outro fator a ser elucidado é o entendimento do processo químico, que é o primeiro passo para um profissional comprometido e bem sucedido, principalmente, em um tempo em que saber se comunicar bem, ter inglês fluente e um “diploma na mão”, não são mais habilidades e qualidades suficientes para se conseguir um emprego. Na verdade, pode parecer exagero, mas visitas técnicas são capazes de gerar oportunidades determinantes para o futuro e conhecimentos essenciais para uma carreira de sucesso. 

As visitas técnicas são, dessa maneira, parte integrante de uma formação mais completa e mais sólida de qualquer profissional, sobretudo, de um engenheiro químico, uma vez que possibilitam aliar teoria e prática em uma só atividade, de forma a fazer com que o conhecimento seja implementado. Além disso, permitem desenvolver habilidades e senso crítico nos estudantes que, verdadeiramente, aproveitam as poucas horas de aprendizagem em uma indústria química. 

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