terça-feira, 19 de agosto de 2014

O FANTASMA DA BOMBA ATÔMICA

(Texto enviado pelo Representante Beta EQ e estudante da UFV, Daniel Tinôco)

O fantasma da bomba atômica, usada pela primeira vez durante a Segunda Guerra Mundial, contra as cidades de Hiroshima e Nagasaki, no Japão, parece assombrar novamente a humanidade, isso devido aos crescentes conflitos que têm se estabelecido na chamada Faixa de Gaza. Mesmo após vinte anos do fim da Guerra Fria, zonas de tensão no Oriente Médio continuam a espalhar terror e morte por todo o mundo.


Desde a descoberta da dinamite por Alfred Nobel, o ser humano passou a buscar formas ainda mais potentes de energia, para serem aplicadas desde em obras de Construção Civil, até em armamento bélico, com intuito de produção ou destruição em massa. Nesse contexto, a Engenharia Química teve sua importância destacada, principalmente, porque por meio dela foi possível aliar conhecimentos teóricos de química nuclear com aplicações práticas de sistemas de engenharia, levando ao desenvolvimento de tecnologias atômicas, que culminariam, posteriormente, nas bombas atômicas.

A energia nuclear é uma das formas mais potentes de energia conhecidas atualmente, sendo caracterizada pela energia que mantém prótons e nêutrons unidos dentro do núcleo. Essas partículas são conhecidas como nucleons e estão mantidas juntas por uma energia de ligação, que sendo rompida pelo bombardeamento de um nêutron junto ao núcleo, é liberada na forma de calor. Além de liberação de energia, há também a liberação de novos nêutrons, que, assim, estarão livres para atacarem um novo núcleo, promovendo uma reação em cadeia, denominada de reação de fissão nuclear em cadeia.

A fissão nuclear mais conhecida é a do Urânio-235, que pode sofrer uma reação com a presença de um nêutron de baixa energia. Por essa razão, o chamado enriquecimento de urânio é realizado, uma vez que essa técnica permite aumentar as concentrações desse isótopo junto ao urânio natural, o que favorece uma reação em cadeia mais rápida e efetiva. Essa característica de rapidez leva, também, a uma explosão, constituindo, dessa maneira, a conhecida e tão mencionada bomba atômica, uma arma nuclear poderosíssima e destruidora.

A posse de armas nucleares é regulamentada pelo Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP), de 1968. Esse tratado estabelece a manutenção de arsenal atômico aos países que já possuíam a tecnologia até o ano de sua constituição. Contudo, os países não podem transferir armas a outros e, ainda, precisam reduzi-las. Assim, Estados Unidos, Reino Unido, França e China puderam manter suas posses. Já os demais países, só poderiam utilizar a energia nuclear para fins pacíficos. Porém, sabe-se que Índia, Paquistão, Israel e Coreia do Norte são, hoje, consideradas potências atômicas e se recusam a discutir sobre a questão.

Por essas razões, o medo de um ataque nuclear é cada vez mais eminente, já que o poder de destruição é enorme, podendo colocar em risco a vida de toda a humanidade, caso uma nova guerra se estabeleça. Se em 1945, os ataques levaram a mais de 180 mil mortes, o que esperar de um ataque, por exemplo, por parte de Israel à Faixa de Gaza, território Palestino densamente ocupado, com aproximadamente 1,5 milhão de palestinos?

Enquanto engenheiros, é preciso pensarmos sobre essas questões e perceber até onde é possível caminharmos para desenvolvermos tecnologias que, de fato, sejam responsáveis por mudanças no planeta, porém em benefício da vida e do próprio homem e não para sua autodestruição.

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