sábado, 2 de agosto de 2014

NANO-VACINA EM SPRAY É INOVAÇÃO NA ÁREA

(Texto enviado pelo Representante Beta EQ e estudante da UFRuralRJ, João Paulo Werdan)

Um novo tipo de vacina de dose única aplicada por um spray nasal que não necessita de refrigeração pode alterar radicalmente o cenário da saúde pública ao conseguir que mais pessoas sejam vacinadas em todo o mundo. A novidade pode se configurar numa forte ferramenta para enfrentar as ameaças iminentes de doenças emergentes.


As "nano-vacinas" foram apresentadas no 247º Encontro Nacional da Sociedade Química Americana (ACS, na sigla em inglês). “Nosso projeto pode ser fundamental para conter futuros surtos de doenças que surgiram recentemente ou as que reemergiram, como o Síndrome Respiratória Aguda (SARS).” disse o pesquisador chefe do projeto, Balaji Narasimhan e professor de engenharia química na Universidade Estadual de Iowa. Para Balaji a maioria das vacinas de hoje exigem agulhas, propulsores e aparelhos de refrigeração que representam desafios para médicos e pacientes - além do fator dor - que podem diminuir as chances de que alguém procurar a medicação, reduzindo consideravelmente o alcance de tratamentos preventivos.

Em alguns locais com recursos limitados, a refrigeração das vacinas simplesmente não está disponível. Assim, muitas pessoas que precisam do produto não o recebe. A boa notícia é que as vacinas da equipe de Narasimhan não precisam ser mantidas frias e são fáceis de serem administradas.

“Nossas "nano-vacinas" podem ser armazenadas a uma temperatura ambiente por um período que vai de seis a 10 meses. Além disso, nós já estamos projetando para que ela seja entregue em uma única dose por meio de um spray nasal, o que permitirá que os pacientes apliquem as vacinas em si mesmos.” disse Narasimhan.

Outra limitação das vacinas tradicionais é a forma como elas trabalham, disse o pesquisador. A tecnologia atual faz com que o organismo desenvolva anticorpos após a aplicação de uma pequena parte de um vírus ou de bactérias, que vão causar uma resposta do corpo. No entanto, explica o cientista, estão cada vez mais fortes as evidências de que o outro componente do sistema imunológico do corpo, mediado por células - chamadas de células T, também desempenha um papel importante.

“A eficiência das "nano-vacinas" vem de sua simplicidade e versatilidade. Elas são feitas de apenas dois componentes: parte de proteínas de um vírus e bactéria embalados em polímeros biodegradáveis e não tóxicos que podem ser customizados. O mais importante é que resultados animadores têm atestado sua capacidade.” finalizou Narasimhan.

Referência: O Globo | Imagem

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