sexta-feira, 1 de agosto de 2014

INICIAÇÃO AO MUNDO CIENTÍFICO

(Texto enviado pela Representante Beta EQ e estudante da UFRuralRJ, Marianne Nogueira)

Iniciação científica. Essas palavras são extremamente corriqueiras no mundo acadêmico, porém poucos sabem como de fato ela funciona e talvez por isso haja tanta dificuldade em consegui-la. Já ouvi algumas vezes estudantes comentando que não tinham experiência ou CR adequado para pleitear uma vaga, perdendo assim essa grande oportunidade que sua universidade oferece.


A famosa Iniciação Científica é um instrumento que permite introduzir os alunos de graduação na pesquisa científica, sendo um instrumento de apoio teórico e metodológico à realização de um projeto que contribua na formação profissional.

É um dever de toda Instituição de nível superior oferecer esse programa de Iniciação Científica mesmo sem a veiculação de bolsa, já que esta é apenas um incentivo individual que serve como estratégia de seleção para os melhores alunos e/ou projetos. Essa bolsa deve ser apenas um atrativo, ajudando o bolsista a não desistir do projeto por problemas financeiros, garantindo sua participação em todo o processo de pesquisa. Ou seja, para obtenção de bolsa realmente é necessário um CR mínimo, contudo ele não é determinante na conquista de uma IC.

As principais agências financiadoras de projetos de iniciação científica no Brasil (através do oferecimento de bolsas anuais de incentivo à pesquisa) são o CNPq (em nível federal, através de seu Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica, o Pibic) e as agências estaduais de fomento à pesquisa, como a FAPESP, a FAPERJ ou a FAPEMIG. Estas bolsas normalmente giram em torno de um valor abaixo do salário mínimo fixado pela instituição ou agência de fomento e possuem requisitos mínimos para escolha do bolsista.

E quanto à experiência? Como o próprio nome diz, trate-se de uma iniciação ao mundo científico, logo adquirir experiência é um dos objetivos desse projeto. É exatamente a chance do graduando que não teve nenhum contato com o mundo profissional obter outra visão do curso.


Mas por que fazer IC?

Ao contrário de outrora, quando o importante era dominar o conhecimento, hoje o importante é "dominar o desconhecimento". Assim, o aluno de iniciação aprende a buscar o conhecimento pertinente para um problema que não se tem a resposta pronta e também a como usá-lo, sendo auxiliado por um orientador. Perde o medo, o pânico do novo.

Também pode-se mencionar que, em geral, todos os estudantes que fizeram iniciação científica têm melhor desempenho nas seleções para a pós-graduação, terminam mais rápido a titulação, possuem um treinamento mais coletivo e com espírito de equipe e detêm maior facilidade de falar em público e de se adaptar às atividades didáticas futuras. Por outro lado, é um erro admitir que iniciação científica existe exclusivamente para formar cientista. Se o estudante de iniciação científica fizer carreira nessa área, tanto melhor, mas se optar pelo exercício profissional também usufruirá de melhor capacidade de análise crítica, de maturidade intelectual e, seguramente, de um maior discernimento para enfrentar as suas dificuldades.

Desta forma, entendo ser de grande importância estimular os alunos a participarem desse programa, permitindo assim um maior envolvimento nas questões que se relacionam com o desenvolvimento da ciência na nossa universidade e, conseqüentemente, país.

"Não há condições de uma Nação querer ser moderna com desenvolvimento social e econômico se não tiver base científica e tecnológica"

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