quinta-feira, 21 de agosto de 2014

DICAS: PROCESSO DE RECRUTAMENTO DE ESTÁGIOS E TRAINEE

(Texto enviado pelo Representante Beta EQ e estudante da UNIOESTE, Fábio Augusto Leite)

O cronômetro já disparou, muitas empresas já abriram seu processo de recrutamento de trainees e estagiários, e não é surpresa nenhuma que a seleção possa deixar os candidatos um pouco nervosos e gerar dúvidas na escolha da empresa, em como se portar nas entrevistas, e, principalmente, em como se comunicar, passando experiências e informações. Pensando nisso, vamos dar algumas dicas para você se nortear e conseguir mandar bem nos recrutamentos das mais badaladas empresas do Brasil.


Antes de qualquer coisa a ser dita, deve-se ter em mente que estágios e programas de trainee não são a única maneira de entrar na empresa que cada um sonha. Entretanto, já é um passo bem grande ocupar um desses postos ainda na graduação. 

Uma das primeiras dicas é pesquisar sobre a empresa que está oferecendo a sonhada vaga, e essa pesquisa não se deve basear somente no site da empresa e no Wikipédia. Essas duas fontes são praxes, uma espécie de requisito mínimo. Para se sobressair nesse quesito, é fundamental ir atrás de ex-funcionários dessas empresas, buscar conhecer a realidade de trabalho e seu funcionamento. Tudo isso, além de auxiliar a sua escolha de qual processo de seleção escolher, também dará uma vantagem: desde o começo, você estará de olho no real horizonte da vaga desejada.

Faça um mapa das suas experiências. Mapeie cada experiência enriquecedora da sua vida em uma linha do tempo, desde o momento que você aprendeu que colocar os dedos na tomada não é muito saudável, até uma experiência de superação durante a graduação, as quais, com certeza, estamos bem habituados. Com o mapa feito, você nunca será surpreendido com perguntas como: “Quando você aprendeu a trabalhar em grupo?”, “Me diga quando você superou um problema aparentemente sem solução?”, ou ainda “Quando e como você obteve a liderança de algum grupo, seja esse de pesquisa ou de trabalhos acadêmicos?”. Tenha absoluta ciência de que uma resposta honesta, rápida e dita com exatidão lhe dará muitos pontos.

Não se prenda ao sim ou não. Respostas flexíveis são as queridinhas nas entrevistas, e, durante todo o processo de recrutamento, vão haver muitas delas! Baseie-se, por exemplo, em uma dinâmica em grupo de um problema dado pelos entrevistadores. Haverá muitas respostas para solucionar o problema proposto, mas nem todas serão realmente as soluções, e, ainda, nem todas serão realmente viáveis. Contudo, as propostas que demonstram realmente ser a solução e podem ser aplicadas, representaram, em conjunto, a resposta que os entrevistadores queriam tanto ouvir. As perguntas feitas em entrevistas individuais funcionam de maneira análoga. Não tenha medo de elaborar sua resposta. Não existe uma única solução para uma pergunta, e, em muitos casos, respostas flexíveis - que consideram vários fatores - são mais favoráveis do que uma resposta na lata.

Sobressair-se em uma dinâmica em grupo é, muitas vezes, um item que conta bastantes pontos para o candidato. Contudo, tenha certeza de que esteja fazendo isso do modo correto. Todos nós concordamos que a pessoa que se torna “o líder” na dinâmica garantirá um dos papeis principais no grupo de recrutamento. Porém, o líder, em muitos casos, não é aquele que fala mais, que rebate mais as soluções propostas, ou ainda o da solução mais inteligente. Na maioria dos casos, quem acaba se tornando “o líder” é aquele que garantirá que todos no grupo tenham direito de fala e de debater - ou seja, uma postura que busca a igualdade entre os concorrentes da desejada vaga, aquele que organiza o diálogo e impede que o caos domine. 

Aparentemente, essa dica é meia várzea, mas se percebe o quão importante ela é quando vemos que a maioria dos candidatos está nervosa e busca se sobressair a qualquer preço. Assim, acabam manipulando a conversa de forma negativa - mesmo sem querer - não abrindo espaço para outros candidatos falarem. Ou ainda, quando o candidato acha que sua ideia é a única correta, e a dos outros candidatos não possui serventia. Nesse caso, o líder é com toda a certeza o apaziguador.

Para finalizar, a última dica é de não espelhar o seu sucesso, dentro do processo de recrutamento, no currículo de seus candidatos. Os entrevistadores estão de olho no perfil que mais os agradam, considerando pontos como: o interesse do candidato, seus diferenciais e seu desempenho nas entrevistas. Não necessariamente um candidato com um ano a mais de curso, por exemplo, terá mais garantias de sucesso que você. Muito menos quem passou em todos os cálculos direto.

Agradecimento a Engenheira Química formada pela UNIOESTE, Marina Roberto Martins.

Fonte da imagem: http://blog.uniasselvi.com.br/uploads/Image/oportunidade.jpg

Nenhum comentário:

Postar um comentário