segunda-feira, 4 de agosto de 2014

CERVEJAS ARTESANAIS: A SENSAÇÃO DO MOMENTO

(Texto enviado pela Representante Beta EQ e estudante da UNIOESTE, Fernanda Rengel)

A ligação dos Engenheiros Químicos com a Indústria Cervejeira é bem forte, e não estou me referindo ao fato destes serem grandes apreciadores de cervejas, mas sim de que os mesmos possuem o conhecimento para a produção de diferentes qualidades de cervejas.


Atualmente, a produção das Cervejas Artesanais tem se destacado no Brasil. Segundo a Associação Brasileira de Bebidas, nos próximos 10 anos a participação das micro-cervejarias deve dobrar no mercado nacional. Apenas na capital paulista, apreciou-se 8,6 milhões de litros de cervejas artesanais em 2011, o dobro do ano de 2010. Este fato pode ser associado a mudança que ocorreu na pirâmide social do Brasil, com um aumento significativo nas classes A e B, principais consumidores deste tipo de cerveja. O público das cervejas artesanais é em sua grande maioria masculino, com idades entre 18 e 65 anos, e as mulheres que a consomem têm entre 30 e 65 anos. 

E com todas essas estatísticas favoráveis, está sendo cada vez mais comum encontrar Engenheiros Químicos se aventurando nessa área, inclusive acadêmicos. Para me informar um pouco mais sobre esse universo de cervejas artesanais, conversei com o Engenheiro Químico Henrique Perina, formado pela UNIOESTE, que relatou como começou o seu interesse por esse tipo de cerveja, além das dificuldades e como chegou ao sabor ideal.

“Sempre curioso como a maioria dos engenheiros e com um grande affair pelo mundo cervejeiro, não me contentava com as cervejas comerciais tradicionais de nosso país. No ano de 2011 em uma viagem para o COREEQ Curitiba, fui a uma visita técnica, realizada na antiga fabrica da Kaiser, que naquele momento já pertencia ao grupo Heineken, nesta época já apreciava muito esta cerveja (risos). Ao chegar à etapa de degustação fomos surpreendidos com a nova carta de cervejas que a Heineken estava lançando no país e naquele momento o affair que já era grande, só cresceu. Neste mesmo congresso, um antigo colega comentou que eles estavam começando a fazer cerveja em casa e a minha curiosidade só multiplicava. Assim, de meados de julho de 2011 até final de 2013, comecei a estudar e ler tudo que encontrava em livros e na internet sobre cervejas, porém mesmo sendo um pouco mais de dois anos atrás, a literatura era muito escassa, mas isso não foi um empecilho para um engenheiro químico curioso. Com a ajuda de colegas na universidade comecei a fazer cerveja. A primeira tentativa não deu muito certo, um furo, com um diâmetro menor que o de uma agulha, abria caminhos para a contaminação de outros micro-organismos. A segunda tentativa foi um sucesso, porém devido ao seu intenso sabor e aroma, muitos colegas consideraram uma cerveja muito forte, pois não conheciam as cervejas artesanais ou também conhecidas: cervejas “gourmet”. Assim comecei a procurar um estilo de cerveja que seria diferente das comercializadas no Brasil e que não seria muito agressiva aos paladares de meus possíveis novos consumidores. Deste modo, surgiu a ideia de fazer uma cerveja do estilo WitBier, este é um estilo belga, produzida com maltes de trigo, cascas de laranja e coentro. Desta forma consegui uma cerveja muito refrescante e com sabores diferenciados.”

É fácil notarmos que este universo cervejeiro tem grande potencial e é um bom momento para investir na área. E aí, que tal fazer sua própria cerveja?! 

Referência bibliográfica: 
http://www.clubeer.com.br/blog/o-mercado-de-cervejas-artesanais-no-brasil/

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