sexta-feira, 22 de agosto de 2014

ADSORÇÃO E BIOSSORÇÃO - ALTERNATIVAS NA REMOÇÃO DE TOXINAS

Fig. 1: O Carvão ativo possui um alto potencial de adsorção.
(Texto enviado pelo Representante Beta EQ e estudante da UFRuralRJ, Alan Hugo Azevedo)

Uma alternativa bastante utilizada na remoção de metais potencialmente tóxicos de resíduos envolvidos em processos industriais (galvanoplásticos, metalúrgicos, etc.) são os métodos tradicionais de tratamento físico-químico como a coagulação e a sedimentação. Entretanto, estes métodos convencionais são muito onerosos e precisam de longos períodos de detenção, o que dificulta sua utilização.


A Adsorção

Adsorção surge como um método alternativo sendo bastante eficaz na remoção de metais potencialmente tóxicos em solução aquosa. O carvão ativo é o principal adsorvente utilizado na remoção de vários compostos orgânicos e íons metálicos. Mas, o alto custo do carvão ativo torna-se um sério problema em relação a sua implementação. Porém, vários estudos estão sendo desenvolvidos com o objetivo de encontrar novos materiais biológicos de fonte renovável, baixo custo e com menor impacto ambiental.

Biossorção

A crescente contaminação do meio ambiente é algo evidente com o avanço industrial, acarretando com isso, a poluição dos rios e lençóis freáticos por metais potencialmente tóxicos como o Cd2+ e Pb2+, para tal procedimento podemos utilizar a biossorção que pode ser definida como, o processo de adsorção que se refere à ligação passiva de íons metálicos por biomassa viva ou morta. A vantagem do processo de separação por biossorção, para o tratamento de resíduos líquidos sobre os métodos convencionais está relacionada à fácil regeneração do biossorvente que aumenta a economia do processo tornando possível a sua reutilização em ciclos de sorção múltipla. A otimização do ciclo sorção/dessorção resulta em efluente livre de metal e pequeno volume de alta concentração de metal em soluções dessorvidas, facilitando uma recuperação do metal por processos convencionais. Cabe ressaltar que, o biossorvente usado e carregado com metais pode ser incinerado em temperaturas moderadas e depositado em aterros reduzindo o volume de resíduos líquidos.

Figura 2: Madeira TECA, biomassa com potencial de biossorção.
Conclusão

A biossorção surge como um método eficaz e versátil dentro da adsorção de metais potencialmente tóxicos. Diversas biomassas tiveram seus potenciais de biossorção comprovadas por vários autores como a casca do coco verde, casca da banana, casca de pequi, serragem de madeira Teca e o fungo Orelha de pau.

Fontes: 
http://cienciasetecnologia.com
http://www.abq.org.br/cbq/2013/trabalhos/5/3644-17315.html

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