quinta-feira, 3 de julho de 2014

OCEAN CLEANUP ARRAY- ENGENHARIA TRABALHANDO PELA SUSTENTABILIDADE


(Texto enviado pela Representante Beta EQ e estudante da UFRuralRJ, Marianne Nogueira)


A poluição dos oceanos não chega a ser nenhuma novidade, afinal um dos maiores lixões do mundo se encontra no meio do Pacífico, com mais de quatro milhões de toneladas de garrafas amontoados em 700 mil Km². Para reverter esse cenário surge OCEAN CLEANUP ARRAY (OCA), que promete limpar o lixo oceânico em até 10 anos.  Mas o que ele é? Como funciona? O que o difere dos outros?  Vamos entendê-lo melhor ao longo desse texto.


O OCA é um projeto inovador criado pelo jovem estudante de engenharia Boyan Slat, ele consiste em uma espécie de raia-robô que retira os resíduos plásticos da água, funcionando como uma barreira flutuante. Ela seria instalada nas cinco maiores ilhas de lixo, conhecidas como giros, que incluem o Oceano índico, o Atlântico Norte e Sul e o Pacífico Norte e Sul. Assim, uma rede ancorada de barras flutuantes e plataformas de processamento ocuparia o raio de cada giro com as barras atuando como funis gigantes, que atrairia a sujeira para o ângulo formado pelas hastes e as encaminhariam para as plataformas de processamento. Nelas, o lixo seria filtrado, separado do plâncton e armazenado para reciclagem.

Esse projeto visa extrair 7.250.000 toneladas de plásticos dos oceanos, com a média de 65 metros cúbicos de lixo por dia! Em um experimento com um protótipo, o sistema flutuante conseguiu atingir até três metros de profundidade e ainda recolheu pouca quantidade de zooplâncton, o que facilita o reaproveitamento e reciclagem do plástico. Entre os muitos aspectos positivos ainda se encontra o fato de que nenhuma rede seria utilizada, de modo que os animais marinhos não seriam prejudicados. Além disso, as barras se moveriam junto com correnteza marítima e assim os animais poderiam escapar de algum lixo que estivesse sendo empurrado para as plataformas de processamento.


Para diminuir os impactos que a raia-robô poderia causar, uma equipe de 50 engenheiros trabalha na viabilidade da tecnologia e almeja utilizar recursos naturais como a luz solar e a força das ondas para gerar a energia necessária para o funcionamento do sistema. Ainda não há previsão de quando o projeto estará pronto para realmente ser posto em prática, mas Slat vem buscando patrocinadores para implantação e ampliação do mesmo.


Enquanto não podemos dispor dessa tecnologia, devemos fazer a nossa parte para evitar o aumento da poluição marítima e consequente desiquilíbrio do mundo aquático. Faça a sua parte e tenha atitudes sustentáveis, envolva-se!

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