terça-feira, 8 de julho de 2014

O MUNDO SEM OS ENGENHEIROS QUÍMICOS

(Texto enviado pelo Representante Beta EQ e estudante da UNIOESTE, Fábio Leite)

Dentre os muitos ditos populares, um sempre me chamou atenção: “Nós só damos valor a algo, quando o perdemos”. Se essa frase realmente representa parte da nossa realidade, então penso que não existe melhor maneira de se ver a importância do engenheiro químico do que imaginar um mundo sem ele.


A engenharia química, como todos nós sabemos, funde ciências básicas - como química, física, matemática e computação - em matérias avançadas, empregadas em diversos processos e em diferentes ramos da indústria e de pesquisa. Isso rende a ela o título de “engenharia universal”. Supondo, então, que esse ramo da engenharia deixasse de existir, um vácuo seria aberto - obviamente. Então, pode-se imaginar que nossas funções seriam ocupadas por outros profissionais.

Por representar a engenharia com um currículo que engloba matérias de seus outros ramos, a primeira suposição que pode ser feita é que esses engenheiros ocupariam a função na qual seu respectivo conjunto de funções interceptassem nosso conjunto. Contudo, essa suposição possui uma falha. Claramente, nem todas as funções do engenheiro químico serão ocupadas pelas funções de outros ramos da engenharia. Isso nos leva a pensar: quem substituiria as atribuições que são exclusivamente nossas?

A engenharia química surgiu em meados do século XVIII (nas terras de vossa majestade, a rainha), mas só floriu realmente nos Estados Unidos - impulsionado primeiramente pela exploração do petróleo, da química pesada, e, em segundo plano, da petroquímica. Pode-se concluir, então, que o embasamento do nosso ramo de atuação - o início da nossa "exclusividade" - seria ocupado pela engenharia de petróleo, controle e automação, materiais, aliadas a um químico.

Todavia, a engenharia química é antecessora a todas essas citadas. Dessa forma, se a engenharia química nunca surgisse, creio que novos ramos da engenharia surgiriam prematuramente. Então, quem ocuparia o espaço deixado por nossas funções “exclusivas” seriam engenheiros de diversos ramos atuando em conjunto. Meio complicado, não?

Na minha sincera opinião, um mundo sem engenheiros químicos não seria um mundo muito diferente do que vivemos hoje (Esperem pessoal, não me matem ainda!). Ainda teríamos carros, aviões, petróleo, polímeros... Enfim, diversas tecnologias (talvez elas teriam alguns atrasos de lançamento). Entretanto, viver em um mundo sem engenheiros químicos não seria possível. Ok! Parece que isso foi um pouco contraditório, mas me deixe explicar.

Um mundo onde nós não existíssemos, seria um mundo onde diversos profissionais trabalhariam em conjunto, em prol de suprir nossas funções. Desse modo, existe um pouco de engenheiro químico dentro de cada engenheiro civil, de petróleo, nuclear, elétrico, mecânico e assim por diante - como também existe em nós, engenheiros químicos, um pouco de cada um dos ramos da engenharia.

De forma a minimizar o trabalho, otimizar funções e cargos, creio que seria muito mais simples a engenharia química continuar existindo! Vocês não acham? Além, é claro, de manter a realidade como está hoje. Afinal, é sempre bom evitar o efeito borboleta!

Obrigado.

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