terça-feira, 1 de julho de 2014

O AUXÍLIO DA QUÍMICA VERDE NA PRODUTIVIDADE SUSTENTÁVEL

(Texto enviado pelo Representante Beta EQ e estudante da Uniso, Romilson Mendes Barbosa)

O planeta Terra ainda é o mesmo desde seu surgimento, assim como os recursos não-renováveis, porém a demanda para estes recursos mais que dobraram nos últimos 40 anos; de acordo com dados do Worldometers somos mais de 7,2 bilhões de pessoas habitando a Terra, necessitando diariamente de comida, água, saneamento básico, moradia e gerando uma demanda produtiva que não está conseguindo acompanhar as necessidades desta superpopulação.


Estamos cientes que as demandas sociais em relação à área de engenharia se baseiam na premissa de produzir cada vez mais sem que o meio ambiente seja prejudicado e, concomitantemente, gerar lucros. Sendo assim, remetendo-nos ao conceito de sustentabilidade - a palavra sustentável tem origem no latim "sustentare", que significa sustentar, apoiar, conservar. O conceito de sustentabilidade está normalmente relacionado com uma mentalidade, atitude ou estratégia que é ecologicamente correta, viável a nível econômico, socialmente justa e com uma diversificação cultural. 

Nas diversas áreas de engenharia, há uma preocupação com o uso racional dos recursos naturais e insumos básicos em diversas atividades, ou seja, a sustentabilidade é o paradigma atual da engenharia química, ainda mais contando que a Terra dispõe de recursos finitos para atender bilhões de pessoas, o que nos leva a crer, segundo Rocha (2002) apud CREMASCO (2010) que a engenharia química é a “profissão do futuro”, pois 90% dos bens que usaremos em 2020 ainda não foram criados e cabem aos engenheiros que pesquisam encontrarem novos produtos para a substituição no mercado.

Conseguiremos casar o triângulo inovação – sustentabilidade – demanda do mercado, quando atingirmos o ápice dos 12 princípios que regem a química verde:

1. Prevenção de resíduos – evitar a produção de resíduos e desperdícios é preferível ao seu tratamento após a formação;
2. Economia atômica – os métodos sintéticos devem ser desenvolvidos no sentido de maximizar a incorporação de todos os materiais de partida no produto final;
3. Síntese de produtos menos perigosos – sempre que possível, a síntese de um produto deve utilizar e originar substâncias de pouca ou nenhuma toxicidade para a saúde humana e o ambiente;
4. Desenvolvimento de produtos seguros – os produtos devem ser desenvolvidos no sentido de poderem realizar a função desejada e, simultaneamente, não serem tóxicos;
5. Solventes e auxiliares químicos mais seguros – o uso de substâncias auxiliares (solventes, agentes de separação, etc.) devem ser evitados, sempre que possível. Quando utilizadas, estas substâncias devem ser inócuas e usadas na menor quantidade necessária;
6. Eficiência energética – as necessidades energéticas devem ser consideradas aos níveis de seus impactos econômicos e ambientais, e devem ser minimizadas. Os processos químicos devem ser o menos agressivos possível e, idealmente, realizados à temperatura e pressão ambiente;
7. Fontes renováveis de matéria-prima – sempre que seja técnica e economicamente viável, a utilização de matérias-primas renováveis deve ser escolhidas em detrimento de fontes não renováveis;
8. Evitar a formação de derivados – a derivação desnecessária (por exemplo, estratégias de proteção e desproteção) deve ser minimizada ou, se possível, evitada, porque estas etapas requerem reagentes adicionais e tendem a aumentar a geração de resíduos;
9. Catálise – os reagentes catalíticos (tão seletivos quanto possível) são melhores do que os reagentes estequiométricos, uma vez que são utilizadas em quantidade relativamente reduzidas. Sempre que possível, deve promover-se a reciclagem e reutilização dos catalisadores;
10. Desenvolvimento no sentido da degradação – os produtos devem ser desenvolvidos de modo a, após exercerem a sua função, se degradarem em produtos inócuos e não persistirem no ambiente;
11. Prevenção da poluição – é necessário desenvolver metodologias analíticas que viabilizem a monitorização e o controle dos processos, em tempo real, antes da formação de substâncias nocivas;
12. Química intrinsecamente segura – as substâncias, bem como o modo como são utilizadas no processo, devem ser escolhidas a fim de minimizar potenciais acidentes, incluindo derrames, explosões e incêndios.

Enfim, devemos lembrar-nos que ser sustentável vai além de iniciativas em prol do meio ambiente ou ter um forte investimento social nesta área, mas também, agrupar o valor da sustentabilidade na gestão, nas decisões e atitudes do dia-a-dia.

Para melhor viabilização de que a ideologia da sustentabilidade seve ser inserida o mais rápido possível na população mundial, sugiro que todos possam tirar menos de meia hora do seu tempo e incrementar, após a leitura deste texto, com o vídeo “The story of stuff”. Veja abaixo:



Bibliografia:
<http://www.superinteressante.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=1222:a-quimica-verde&catid=18:artigos&Itemid=98> Acesso em 18 de junho às 17h42m.

<http://www.worldometers.info/pt/> Acesso em 19 de junho às 21h30m.

<https://www.youtube.com/watch?v=3c88_Z0FF4k> Acesso em 19 de junho às 22h46m.
CREMASCO, M.A. Vale a pena estudar Engenharia Química, 2º Edição. São Paulo: Blucher. 2010. p.49.

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