terça-feira, 8 de julho de 2014

FUSÃO A FRIO - LOW ENERGY NUCLEAR REACTIONS

(Texto do Representante Beta EQ e estudante da UFRuralRJ, Mateus Almeida)

A expressão “fusão a frio” vem gerando muita controvérsia ao longo desses últimos anos. E do que ao certo se trata quando falamos nisso?


Fusão a frio, nome popular, é uma teoria onde se tem que é possível a fusão de átomos, mesmo que em temperatura ambiente. Chamada por “Energia Fraca (LENR – Reações Nucleares de Baixa Energia)”, foi relatada pela primeira vez por Martin Fleischmann e por Stanley Pons na Universidade de Utah em Março de 1989. A experiência divulgada pela dupla em fins de março numa entrevista à imprensa foi reproduzida a toque de caixa por pesquisadores americanos e de outros países, entre os quais o Brasil, mas raras tentativas deram certo e houve pelo menos um caso em que os pesquisadores precisaram retratar-se depois de cantar vitória.

Na Terra, os cientistas tentam obrigar os átomos a se fundir em aparelhos caríssimos e gigantescos, que imitam as condições de temperatura e densidade do Sol. O experimento de Pons e Fleischman pareceu mostrar que o mesmo resultado seria possível sem nada daquela parafernália. A fusão teria acontecido graças a um procedimento corriqueiro em Química, a eletrólise, que consiste em separar com eletricidade os componentes básicos de uma substância.

Em janeiro de 2011, o engenheiro italiano Andrea Rossi apresentou a professores da Universidade de Bolonha, na Itália, um dispositivo que alegadamente realiza reações nucleares de baixa energia (LENR), utilizando gás hidrogênio comum e níquel em pó, o qual recebeu o apelido de Catalizador de energia (E-Cat).

Durante o processo LENR, se for aplicada uma fonte de calor externa, o núcleo do átomo de hidrogênio é capaz de penetrar no núcleo do elemento de níquel, originando assim uma fusão de hidrogénio e níquel. Quando isto acontece, o átomo do níquel transforma-se num átomo de cobre e instantaneamente produz uma grande quantidade de energia térmica. 

A energia que é produzida pela fusão entre o níquel e o hidrogênio é então utilizada para aquecer água, fazendo com que o resultado consista em água quente ou vapor. Para proteger o ambiente e os utilizadores da radiação perigosa que ocorre durante o processo de fusão a frio, utilizam-se chumbo e boro para proteção. Quando as reações acabam e a fonte de calor externa é desligada, deixa de haver lixo radioativo.
Recentemente, em 24 de janeiro de 2014, a empresa norte-americana Industrial Heat LLC anunciou que adquiriu os direitos de propriedade intelectual sobre o E-Cat, informando que está confiante na eficiência da nova tecnologia, e que deve dar prosseguimento à fase de pesquisa e desenvolvimento para colocar a tecnologia no mercado.

Uma curiosidade é que um professor de química aqui da UFRRJ teve o prazer de trabalhar com Martin Fleischmann. Posteriormente tentarei uma entrevista com detalhes mais pessoais sobre a Fusão a Frio, que fascina com tamanha simplicidade para tanta energia e perspectiva de futuro para o que se trata de energia hoje no mundo.

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