terça-feira, 15 de julho de 2014

CONHEÇA COMO SE DÁ A AÇÃO DO PETRÓLEO NO MAR

(Texto enviado pela Representante Beta EQ e estudante do IFSUL, Natali Tajes Cardozo)

Devido ao grande aumento do consumo de energia necessária em muitas atividades realizadas pelo homem e nos processos industriais, houve também o crescimento da utilização do petróleo no século XXI, esse aumento trouxe muitas modificações no ambiente. Esse processo de crescente industrialização traz em sua bagagem a poluição principalmente dos mares que recebem diretamente todos os resíduos industriais e domésticos.

           
O transporte marítimo traz um grande risco para a vida no mar: a possibilidade de haver derramamento de petróleo, por ser combustível utilizado nos navios, ou até pelo carregamento e descarregamento em portos. Originado da matéria orgânica, constituída de animais e vegetais, o petróleo é conhecido como ouro negro por possuir grande utilidade para a humanidade.
           
Porém, quando este “ouro” é liberado no mar causa grandes estragos. Dependendo das condições da água (pH, salinidade, temperatura, clima), o petróleo sofre transformações, alterando suas características físicas, ocorre espalhamento e evaporação das suas frações mais leves. Processos mais lentos acontecem, alterando as características químicas do petróleo. O espalhamento acontece pela sua volatilidade e imediatamente após o acidente. Os ventos e as correntes agem positivamente no espalhamento, se os óleos forem de menor viscosidade, eles se espalham mais rápido. Conhecer o tamanho da mancha de óleo auxilia a avaliação dos métodos de combate e limpeza e para conhecer os possíveis impactos no ambiente, diminuindo o tempo e economizando recursos.
           
A fauna e a flora marinha são os mais prejudicados com esses acidentes. Podem ocorrer mudanças químicas e físicas no habitat, o comportamento dos organismos e das espécies, toxidade e mortalidade, destruição e modificação de espécies por sufocamento, isso ocorre devido aos componentes aromáticos leves que são solúveis em água (benzeno e naftalina). A maioria dos animais marinhos (crustáceos, zooplâncton) ingerem hidrocarbonetos do óleo presentes e seu ambiente, os peixes, moluscos e crustáceos podem, também, adquirir cheiro ou gosto de óleo. Os peixes morrem por asfixia, pois o óleo penetra em suas brânquias, fazendo com que eles não consigam realizar suas trocas gasosas com o ambiente.
           
As aves e os mamíferos marinhos ficam com as penas cobertas de petróleo, não conseguem voar nem controlar sua temperatura corporal, podendo morrer de frio. O petróleo e seus derivados causam lesões nas mucosas e no sistema respiratório de baleias, lontras e focas, além de que, se ingerirem alimentos contaminados, podem ir à morte. Quando o petróleo se espalha pela superfície da água, ele impede a passagem do sol e faz com que as algas marinhas não consigam realizar fotossíntese e muitos animais que se alimentam da flora morrem por falta de alimento.
           
Os acidentes com óleo no mar afetam também os trabalhadores que vivem da pesca, torna as praias imprópria para o banho, afeta o turismo e as atividades comerciais, trazendo prejuízos econômicos para as comunidades. Nos portos, não é possível realizar suas operações, isso prejudica os operadores, trabalhadores e todos aqueles que utilizam o transporte marítimo. Indústrias que resfriam seus componentes utilizando a água do mar ou fazem dessalinização da água, também são afetadas. Ainda se estudam métodos mais eficientes de se retirar o petróleo do mar antes que ele possa prejudicar a vida marinha e tudo que dependa da sua existência.

Referências:

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