(Texto enviado pela Representante Beta EQ e estudante do IFSUL, Natali Tajes Cardozo)
Devido ao
grande aumento do consumo de energia necessária em muitas atividades realizadas
pelo homem e nos processos industriais, houve também o crescimento da
utilização do petróleo no século XXI, esse aumento trouxe muitas modificações
no ambiente. Esse processo de crescente industrialização traz em sua bagagem a
poluição principalmente dos mares que recebem diretamente todos os resíduos
industriais e domésticos.
O transporte marítimo traz um grande
risco para a vida no mar: a possibilidade de haver derramamento de petróleo, por
ser combustível utilizado nos navios, ou até pelo carregamento e
descarregamento em portos. Originado da matéria orgânica, constituída de
animais e vegetais, o petróleo é conhecido como ouro negro por possuir grande
utilidade para a humanidade.
Porém, quando este “ouro” é liberado
no mar causa grandes estragos. Dependendo das condições da água (pH,
salinidade, temperatura, clima), o petróleo sofre transformações, alterando
suas características físicas, ocorre espalhamento e evaporação das suas frações
mais leves. Processos mais lentos acontecem, alterando as características
químicas do petróleo. O espalhamento acontece pela sua volatilidade e
imediatamente após o acidente. Os ventos e as correntes agem positivamente no
espalhamento, se os óleos forem de menor viscosidade, eles se espalham mais
rápido. Conhecer o tamanho da mancha de óleo auxilia a avaliação dos métodos de
combate e limpeza e para conhecer os possíveis impactos no ambiente, diminuindo
o tempo e economizando recursos.
A fauna e a flora marinha são os
mais prejudicados com esses acidentes. Podem ocorrer mudanças químicas e
físicas no habitat, o comportamento dos organismos e das espécies, toxidade e
mortalidade, destruição e modificação de espécies por sufocamento, isso ocorre
devido aos componentes aromáticos leves que são solúveis em água (benzeno e
naftalina). A maioria dos animais marinhos (crustáceos, zooplâncton) ingerem
hidrocarbonetos do óleo presentes e seu ambiente, os peixes, moluscos e
crustáceos podem, também, adquirir cheiro ou gosto de óleo. Os peixes morrem
por asfixia, pois o óleo penetra em suas brânquias, fazendo com que eles não
consigam realizar suas trocas gasosas com o ambiente.
As aves e os mamíferos marinhos
ficam com as penas cobertas de petróleo, não conseguem voar nem controlar sua
temperatura corporal, podendo morrer de frio. O petróleo e seus derivados
causam lesões nas mucosas e no sistema respiratório de baleias, lontras e
focas, além de que, se ingerirem alimentos contaminados, podem ir à morte. Quando
o petróleo se espalha pela superfície da água, ele impede a passagem do sol e
faz com que as algas marinhas não consigam realizar fotossíntese e muitos
animais que se alimentam da flora morrem por falta de alimento.
Os acidentes com óleo no mar afetam
também os trabalhadores que vivem da pesca, torna as praias imprópria para o
banho, afeta o turismo e as atividades comerciais, trazendo prejuízos
econômicos para as comunidades. Nos portos, não é possível realizar suas
operações, isso prejudica os operadores, trabalhadores e todos aqueles que
utilizam o transporte marítimo. Indústrias que resfriam seus componentes
utilizando a água do mar ou fazem dessalinização da água, também são afetadas.
Ainda se estudam métodos mais eficientes de se retirar o petróleo do mar antes
que ele possa prejudicar a vida marinha e tudo que dependa da sua existência.

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