segunda-feira, 7 de julho de 2014

BIOPLÁSTICO - O POLÍMERO TERMOPLÁSTICO BIODEGRADÁVEL

(Texto enviado pelo Representante Beta EQ e estudante da UFRuralRJ, Alan Azevedo)
É inevitável - plásticos estão por toda parte. Desde o despertador você dá um tapa no momento em que você acorda, aos smartphones e outros eletroeletrônicos quase indispensáveis ao nosso dia a dia. Plásticos tornaram a tecnologia moderna possível. Mas o que acontece com todos os itens plásticos quando são descartados? O fato triste é que a maioria dos velhos despertadores e telefones celulares quebrados que jogamos fora irão sobreviver mais tempo que nós mesmos. Um grupo de pesquisadores em uma empresa chamada Metabolix em Cambridge, Massachusetts esperam mudar isso através da produção de plásticos biodegradáveis ​​baratos e versáteis. Este não é apenas mais um truque de petroquímica, essas pessoas estão desenvolvendo plástico nas plantas.

As plantas são a etapa final, no entanto, para entender o que a Metabolix está fazendo, precisamos olhar para onde começou. Oliver Peoples é o vice-presidente de ciência da Metabolix e foi pesquisador do MIT há mais de 20 anos. Durante esse tempo, ele descobriu uma série de genes em bactérias do solo que, naturalmente, produzem um polímero de carbono chamado PHA. Isso despertou seu interesse.
PHA - ou polihidroxialcanoatos se você quiser ser formal - é um polímero linear de carbono produzido na bactéria Alcaligenes eutrophus pela fermentação de açúcares. Este organismo usa PHA como um meio de armazenamento de energia em grande parte nos animais (incluindo os humanos) utilizam o glicogênio. Peoples acredita que o PHA possa ser utilizado para montar plásticos que se degradam rapidamente quando descartados devido sua composição.
A Metabolix passou os últimos anos tentando inserir os genes de bactérias responsáveis ​​pela produção de PHA em plantas - gramíneas para ser mais preciso. Você pode estar familiarizado com switchgrass1 e seu papel na produção de etanol celulósico. A Metabolix almeja usá-lo pela mesma razão dos produtores de etanol, pois a matéria prima é de crescimento rápido, saudável, e produz uma grande quantidade de biomassa de carbono.
Estas plantas modificadas armazenam uma parte do carbono a partir de seu consumo de CO2 sob a forma de PHA chamado PHB (polihidroxibutirato) que pode ser usado para fazer invólucros de plástico de embalagens. A Metabolix estima que para que o processo seja viável, a switchgrass1 precisa ser composta de PHB a cerca de 10% em peso, e está chegando perto. Os primeiros experimentos em 2008 atingiram 1,2% PHB, que subiu para 2,3% em no ano retrasado. A dica tentadora que os pesquisadores estão no caminho certo - algumas partes das plantas alcançaram índices de 7% de PHB.
Antes de tomar o número mágico, a Metabolix foi desenvolver a tecnologia necessária para extrair os polímeros. O primeiro método envolve cozimento de virgatum picado, a 300 °C. Esta quebra do PHB para o ácido crotônico, o qual é, então, capturado e utilizado para fazer plástico. Outro método mais caro, mas promissor, é a utilização de solventes para precipitar diretamente o PHB de gramíneas picado.
Este processo tem um enorme potencial na gestão de resíduos, mas também na proteção do meio ambiente. Uma vez que os polímeros de carbono são produzidos a partir de CO2 absorvido pelas plantas, é essencialmente carbono neutro - sem combustíveis fósseis necessários. A pesquisa está em andamento por enquanto, mas pode chegar o dia em um futuro não muito distante, que o velho celular se transforme em pedaços inofensivos quando sua função não atenda mais o usuário.

Atualmente no Brasil e outros países estão sendo desenvolvidos novas formas da produção de bioplástico, através de outras fontes de biomassa de fácil cultivo em cada ambiente específico, como por exemplo o milho, amido de ervilha entre outros.

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