quarta-feira, 30 de julho de 2014

BIOGÁS: MAIS UM CAMPO PROMISSOR PARA O ENGENHEIRO QUÍMICO

(Texto enviado pelo Representante Beta EQ e estudante da UFV, Daniel Tinôco)

Num período em que a sociedade tem dado demasiada ênfase à química verde, com a absorção industrial da realidade sustentável e com o desenvolvimento de novas tecnologias, o uso da bioenergia advinda da decomposição da matéria orgânica ganha espaço e, cada vez mais, atenção de produtores de todo o país.


Talvez por suas propriedades físico-químicas e vantagens ambientais, o biogás seja a aposta de inúmeros pesquisadores, enquanto fonte de energia alternativa aos combustíveis fósseis, uma vez que são capazes de gerar, de maneira acoplada, energia elétrica e térmica. Entretanto, é certo, que represente a aposta da indústria agropecuária, à medida que a exploração de gado de corte, por exemplo, se torne autossuficiente, em termos energéticos, devido à utilização de dejetos animais para obtenção do gás. Além disso, sua aplicação na pecuária transcende a simples produção de energia, chegando até a resolução de problemas de poluição de efluentes, com o uso dos resíduos para produção de ração; como “cama” para animais, em forragens para suínos; e como biofertilizantes, em substituição aos produtos químicos convencionais.

Sendo o resultado de um processo de biodigestão anaeróbica de materiais orgânicos, ou ainda, fermentação de biomassa, o biogás é uma mistura de gases metano, carbônico e sulfídrico-hidrogênio-nitrogênio (em menores proporções), que pode ser obtido naturalmente, em pântanos, rios e lagos, ou através de biodigestores. 

Os biodigestores são aparelhos construídos com a finalidade de propiciarem as condições necessárias para que micro-organismos consigam, de forma eficiente e adequada, produzirem o gás. Por meio desses equipamentos há, portanto, o favorecimento da decomposição de restos de plantas, lixo urbano e dejetos orgânicos. Essa decomposição representa uma solução para o volume considerável de resíduos gerados das atividades agrícolas e pecuárias, destilarias, aterros e esgotos domésticos, já que, são reutilizados no processo energético de obtenção de um combustível de interesse econômico, representado pelo metano, o que agrega ganho ambiental e financeiro.

É interessante perceber a presença de um engenheiro químico no contexto do biogás, uma vez que para transformar rejeitos em energia são necessários, em muitos casos diversos equipamentos como caldeira, turbina, trocadores de calor, transformadores e subestação de energia, além de dispositivos de segurança. E são, justamente, esses profissionais que apresentam conhecimento suficiente para operar todos esses aparelhos e fazer com que, de fato, o processo aconteça.

Assim, é apresentado, neste texto, mais uma perspectiva de atuação de um engenheiro químico, dando ênfase à temática ambiental, sem se esquecer dos interesses econômicos e de produção. 

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