sexta-feira, 11 de julho de 2014

A IMPORTÂNCIA DOS CRÉDITOS DE CARBONO

(Texto enviado pelo Representante Beta EQ e estudante da FURG, Matheus Alves Lopes)

Na década de 90 a preocupação com as alterações ambientais causadas pela emissão de gases aumentou exponencialmente, levando os países da Organização das Nações Unidas a assinatura do Protocolo de Kyoto. Firmado em 1999, esse acordo estabelece metas de redução de gases do efeito estufa aos países desenvolvidos subscritores, sendo essas metas baseadas nas emissões de anos antecedentes. Afim de não comprometer a produção industrial destes países, o Protocolo estabelece que essa redução possa ser dada por meio de Mecanismos de Flexibilização. Um dos mecanismos adotados é o Crédito de Carbono do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo.


Estes Créditos de carbono, também chamados de Reduções Certificadas de Emissões, são certificados expedidos a uma pessoa física ou empresa pela sua redução nas emissões de gases do efeito estufa.  Por convenção, uma tonelada de Dióxido de Carbono equivale a um Crédito de Carbono. A redução da emissão de outros gases do efeito estufa também pode ser convertida em créditos de carbono. Comprar Créditos desta espécie é uma operação bastante efetuada no Mercado Internacional, já que obter esses créditos corresponde de certa forma a uma autorização para se emitir gases do efeito estufa.

No Mercado Internacional de Créditos, o Brasil ocupa a terceira posição com cerca de 5% do total mundial e 268 projetos. A perspectiva inicial era concentrar 20%. Esse mecanismo é muito importante também no fomento à inovação tecnológica, já que estimula a criação de novas técnicas para a redução das emissões de gases poluentes no Brasil.

Um importante avanço na popularização do uso dos Créditos de Carbono no Brasil foi conquistado nos últimos dias. Um programa para a troca de gasolina por etanol em frotas corporativas de automóveis obteve aprovação para emitir Créditos de Carbono. Essa é a primeira vez que esse tipo de substituição gera reduções de emissões negociáveis. Como 60% dos carros brasileiros podem rodar com etanol, essa iniciativa é uma forte opção de redução das pegadas de carbono das empresas. Como forma de garantia, as empresas vão contar com um software que bloqueia pagamentos com cartões tipo vale-combustível quando o condutor tentar abastecer com gasolina.

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