terça-feira, 15 de julho de 2014

6-SIGMA E LEAN SEIS SIGMA - CONCEITOS E APLICAÇÕES

(Texto enviado pelo Representante Beta EQ e estudante da UNISO, Romilson Mendes Barbosa)

O Six Sigma (ou seis sigma) é uma estratégia de gerenciamento de negócios originalmente desenvolvida pela Motorola, USA em 1981. Esta metodologia é aplicada em muitas áreas da indústria, porém com algumas controvérsias.


O Six Sigma busca melhorar a qualidade dos outputs dos processos através da identificação e da remoção da causa destes defeitos (erros) e promover a redução da variabilidade na manufatura e nos processos. Esta metodologia utiliza-se de uma variedade de métodos, incluindo métodos estatísticos, e cria uma estrutura especial  de organização de pessoas dentro da empresa (“Black Belts”, “Green Belts”, etc.) que são os especialistas nestes métodos. Cada projeto Six Sigma desenvolvido dentro de uma organização segue uma sequencia definida de passos e objetivos quantificados. Estes objetivos podem ser financeiros (redução de custos ou aumento de lucros) ou qualquer aspecto que seja crítico ao consumidor final (geração de valor, segurança, durabilidade, etc.).

Para Pande, Neuman e Cavanagh (2001), Seis Sigma é: [...] um sistema abrangente e flexível para alcançar, sustentar e maximizar o sucesso empresarial. Seis Sigma é singularmente impulsionado por uma estreita compreensão das necessidades dos clientes, pelo uso disciplinado dos fatos, dados e análise estatística e pela atenção diligente à gestão, melhoria e reinvenção dos processos do negócio.

Para Welch (2001): [...] “o grande engano é supor que o Seis Sigma trate de controle de qualidade e de fórmulas estatísticas. Em parte é isso, mas não fica só nisso. Vai muitíssimo além. Em última instância, impulsiona a melhoria da liderança, ao fornecer instrumentos para que se raciocine sobre assuntos difíceis.

No âmago do Seis Sigma, agita-se uma ideia capaz de virar uma empresa pelo avesso, deslocando o foco da organização para fora de si própria e convergindo-o no cliente.” 

O Lean Manufacturing, por sua vez, é uma iniciativa que busca eliminar desperdícios, isto é, excluir o que não tem valor para o cliente e imprimir velocidade à empresa. Como o Lean pode ser aplicado em todo tipo de trabalho, uma denominação mais apropriada é Lean Operations ou Lean Enterprise.

As origens do Lean Manufacturing remontam ao sistema Toyota de Produção (também conhecido como Produção Just-In-Time) e em seu cerne está a redução de sete tipos de desperdícios: defeitos (nos produtos), excesso de produção de mercadorias desnecessárias, estoques de mercadorias à espera de processamento ou consumo, processamento desnecessário, movimento desnecessário (de pessoas), transporte desnecessário (de mercadorias) e espera (dos funcionários pelo equipamento de processamento para finalizar o trabalho ou por uma atividade anterior).

O programa resultante da integração entre o Seis Sigma e o Lean Manufacturing, por meio da incorporação dos pontos fortes de cada um deles, é denominado Lean Seis Sigma, uma estratégia mais abrangente, poderosa e eficaz que cada uma das partes individualmente e adequada para a solução de todos os tipos de problemas relacionados à melhoria de processos e produtos.

Em uma empresa, o Lean Seis Sigma funciona focando os objetivos estratégicos da organização e estabelecendo que todos os setores-chave para a sobrevivência e sucesso futuros da empresa possuam metas de melhoria baseadas em métricas quantificáveis, que serão atingidas por meio de um esquema de execução projeto por projeto. Os projetos são conduzidos por equipes lideradas pelos especialistas do Seis Sigma (Black Belts ouGreen Belts).

Os esforços para implementação do Lean Seis Sigma somente podem ser liderados pelo CEO ou pelo principal executivo da empresa, isto é, o Lean Seis Sigma deve ser implementado “de cima para baixo”, com um elevado comprometimento da alta administração da organização. Outros elementos-chave do funcionamento do Lean Seis Sigma são a mensuração direta dos benefícios do programa pelo aumento da lucratividade da empresa (“bottom-line results”), o foco na satisfação do consumidor e a aplicação do DMAIC, que é o método estruturado para o alcance de metas utilizado pelas equipes de projetos.

As etapas iniciais para implementação do programa, com suporte de consultoria externa, são:

Visitas técnicas da consultoria para conhecimento da empresa, preparação do lançamento do programa e identificação de oportunidades que poderão originar projetos Lean Seis Sigma.
Realização do “Seminário para a Alta Administração” (definição de projetos, de Champions e de possíveis candidatos a Black Belts e Green Belts).
Realização do processo para seleção de candidatos a Black Belts e Green Belts e identificação do candidato que conduzirá cada projeto.
Realização do “Workshop para Formação de Champions”.
Oferecimento do treinamento para Formação de Black Belts e/ou Green Belts. Como parte do treinamento, cada candidato conduzirá projetos Lean Seis Sigma, usualmente da seguinte forma:
Black Belt: duas metas (médio prazo - quatro a seis meses e longo prazo - oito a dez meses).
Green Belt: uma meta (médio prazo - quatro a seis meses).

Ao contrário do que se possa imaginar, a Lean Seis Sigma não substitui as normas de qualidade já adotadas pela empresa, tal como a ISO 9001:2000, pelo contrário, os programas de qualidade anteriormente adotados pela organização devem ser levados em conta e integrados ao Lean Seis Sigma, para que fique claro que eles não foram “abandonados” em função de uma “nova moda”. Isto é: o Lean Seis Sigma deve ser visto como um upgrade para esses programas, que se tornou necessário para garantir à empresa o alcance de metas mais desafiadoras.

No Lean Seis Sigma,  todas  as  pessoas da  empresa, nos diferentes níveis de aprofundamento do programa, é responsável por conhecer e implementar seus conceitos e sua metodologia. Portanto, para o sucesso do programa, é necessário treinar pessoas com perfil apropriado, que se transformarão em patrocinadores e especialistas do Lean Seis Sigma, de acordo com o modelo básico a seguir.

Nestes campos, de papeis exercidos no Seis Sigma, que podemos encontrar uma boa opção de área de atuação para o engenheiro químico, em São Paulo, mas precisamente na cidade de Campinas, podemos encontrar a Faculdade de Engenharia Química (FEQ) Unicamp, como uma das instituições a oferecer o curso para a formação de Green Belts e Black Belts, maiores informações podem ser adquiridas através do site: https://www.extecamp.unicamp.br/extensao.asp

Bibliografia:
< http://www.administradores.com.br/artigos/economia-e-financas/seis-sigma-conceitos-e-aplicacoes/20762/ > Acesso em 02 de julho de 2014 às 18h47min.
< http://www.werkemaconsultores.com/inside.php?ident=8&tit= > Acesso em 03 de julho de 2014 às 11h22min.
< http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/3711/000403325.pdf?...1 > Acesso em 03 de julho de 2014 às 12h46min.
< http://www.leansixsigma.com.br/ACERVO/ACERVO_30211630.PDF > Acesso em 05 de julho de 2014 às 14h20min








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