quarta-feira, 4 de junho de 2014

PROCURAMOS PROFESSORES

(Texto enviado pelo Representante Beta EQ Diogo Prado)

Neste meu primeiro texto, faço questão de comentar uma problemática que tem envolvido algumas Universidades Federais do nosso país e que atinge também a área da Engenharia. Baseado num artigo recente do jornalista Fábio Takahashi, da Folha de São Paulo, externo aqui uma situação enfrentada por nós, estudantes de Engenharia Química da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro: a escassez de professores em disciplinas importantes na formação técnica.


Como retratado na matéria, UFABC, UFSCar e Unifesp são algumas das principais universidades cujos discentes se deparam com este inadmissível impasse. E nesse grupo também entra a UFRRJ. De alguns anos para cá, houve um aumento na oferta de vagas para jovens terem o privilégio de cursar Engenharia Química. Mas, infelizmente, esse avanço não foi proporcional à quantidade de novos docentes. Vivemos uma realidade em que faltam professores inclusive para que disciplinas obrigatórias de suma relevância tenham uma segunda turma; em que temos uma professora já aposentada lecionando ainda e, caso ela decida parar de vez, pode ser criado um vácuo perigoso em mais uma disciplina.

De modo idêntico às universidades citadas na reportagem, existem aqui também matérias cujas turmas ultrapassam os 50 alunos. Alternativa usada para suprir a quantidade insuficiente de professores para as disciplinas. Isso quando não há realocação de outros docentes para uma área diferente da de especialização, o que requer um tempo maior de dedicação e preparação para uma aula de ótima qualidade, similar ao nível da área original. 

Seja pela ausência de concursos, pelo baixo volume de inscrições, pela insuficiência técnica dos candidatos, é uma questão que não pode se arrastar mais.

Num país cujo lema “País rico é País sem pobreza”, um dos mais eficientes caminhos para se acabar com a miséria seria o investimento pesado na educação, e é nesse setor que devemos calcar nosso crescimento. Enquanto apresentarmos estas falhas desde o nível primário de ensino, nossos problemas também serão primários! (Se me permitem a repetição).


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