quarta-feira, 4 de junho de 2014

PETROBRAS OU MULTINACIONAL? ESTABILIDADE X DESAFIOS

(Texto enviado pela Representante Beta EQ Marianne Nogueira)

Tentar um concurso da Petrobras ou iniciar a carreira em uma empresa privada? Tudo depende do seu perfil e, para a decisão correta, é bom saber as vantagens e desvantagens que ambas oferecem. Salários altos, estabilidade e desafios, todos esses fatores entram em questão para balancear essa equação.


A estabilidade sempre foi o principal atrativo da estatal. E continua sendo, especialmente em tempos de crises e da ameaça do desemprego que vem no seu rastro. Onde uma crise num país do outro lado do mundo pode afetar o setor petrolífero, causar demissões em massa e por fim, adeus seu emprego. Em contrapartida, os salários geralmente são mais baixos que os pagos pelas multinacionais, afinal estabilidade tem valor econômico. Ainda como pontos positivos, a Petrobras oferece melhor qualidade de vida e um generoso pacote de benefícios para o engenheiro e sua família, como o programa de participação dos lucros e assistência médica, por exemplo. 

Porém nem tudo são flores, entre uma das principais reclamações se encontra a falta de desafios. Muitos se frustram por, após passarem por excelentes faculdades e exigências extremas nos cursos da Petrobras, serem colocados pra desenvolver tarefas muito abaixo da sua qualificação profissional. Além disso, acontece que muitas vezes a segurança do emprego pode levar à acomodação e à desmotivação para o trabalho. Assim, segundo o engenheiro Mauro Yuji, existem muitos engenheiros realizados na Petrobras, mas também há muitos engenheiros de papel, que fazem apenas trabalhos burocráticos. 

Entretanto, se você é uma pessoa inovadora, empreendedora e qualificada para o mercado de trabalho e pode viver sem a segurança de uma renda mensal fixa, pode vir a ganhar mais no setor privado do que na Petrobras. É mais desafiador, menos garantido, mas os ganhos são potencialmente superiores. A exigência costuma ser bem maior, pois o crescimento é feito pelo sistema de meritocracia, onde as promoções são alcançadas de acordo com o rendimento do profissional. 


Mas, como não poderia deixar de ser, as empresas privadas apresentam alguns pontos negativos bem relevantes e os mais apontados sem dúvida são: Instabilidade do emprego e escala incerta de trabalho. As demissões são bem constantes nesse setor, onde a fase do mercado dita o fluxo de funcionários admitidos e demitidos. E quanto à escala de trabalho? Esse sim é um grande problema, são inúmeras horas extras, embarques não planejados, ligações fora do horário de trabalho e pouca qualidade de vida, sendo um dos maiores causadores da migração de engenheiros das multinacionais para a estatal.

Para finalizar, uma pergunta que profissional nunca pode perder de vista ao tomar qualquer decisão é o que ele quer e o que realmente gosta de fazer. Para alguns, a possibilidade de desenvolvimento vale mais do que um emprego estável ou um salário polpudo, já para outros a qualidade de vida e tempo com a família são tão imprescindíveis quanto o sucesso na profissão. Resta a cada um conhecer as vantagens de desvantagens dos caminhos a escolher e ver onde melhor se encaixa seu perfil.

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