quarta-feira, 25 de junho de 2014

BRASIL GANHA MAIOR CENTRO DE EXCELÊNCIA EM GÁS NATURAL DA AMÉRICA LATINA

(Texto enviado pelo Representante Beta EQ e estudante da UFRuralRJ, João Paulo Werdan)

Com o objetivo de otimizar o processamento do gás natural da camada do pré-sal, a Coppe/UFRJ inaugurou, em 2013, o Centro de Excelência em Gás Natural (CEGN). Maior unidade desse tipo na América Latina, o CEGN funcionará em uma área de 2.200metros quadrados, em um prédio localizado no Parque Tecnológico da Universidade Federal do Rio do Janeiro (UFRJ), na Cidade Universitária, onde será realizada a inauguração.


No novo centro, um dos grandes desafios a serem enfrentados pelos pesquisadores é separar o dióxido de carbono (CO2) do gás natural, uma vez que o teor desse gás nos poços do pré-sal é superior ao dos reservatórios localizados em áreas menos profundas. Para isso, os pesquisadores da Coppe e da Escola de Química da UFRJ, parceira nas pesquisas do CEGN, testarão tecnologias nas quais a separação do CO2 é feita por intermédio de membranas ou por absorção e adsorção. A remoção do CO2, um dos principais vilões do efeito estufa, responsável pelo aquecimento global, impedirá a dispersão do gás na atmosfera. O dióxido de carbono, após ser separado, é reinjetado no poço, otimizando a extração do óleo.

A inovação representa uma mudança de plataforma tecnológica, uma vez que, tradicionalmente, a separação é feita unicamente pelo processo convencional de absorção. O novo Centro, que contará inicialmente com quatro unidades piloto - duas de permeação por membranas e duas com equipamentos de absorção e adsorção -, fará estudos comparativos entre os processos de separação do dióxido de carbono, avaliará os tipos de membranas e estudará as melhores rotas de tratamento do gás natural.

Além de dinamizar o processamento do gás, o processo de separação por membranas utilizado no pré-sal trará uma importante contribuição para aumentar a recuperação de petróleo. O novo processo, após ser validado em laboratório, também possibilitará melhorias nos métodos atualmente adotados em plataformas ou utilizados em equipamentos submarinos.

Parceira da Coppe nos estudos de utilização de membranas, a Petrobras investiu cerca de R$ 30 milhões na implantação do CEGN.

Referência: Assessoria de Comunicação da Coppe/UFRJ


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