segunda-feira, 12 de maio de 2014

ROMPENDO AS BARREIRAS DO ENSINO TRADICIONAL

Muito se discute sobre as deficiências do atual método de formação profissional. Esse modelo de ensino trata o conhecimento como um acervo de informações passadas somente do professor para o aluno, os problemas vão desde o desinteresse em sala de aula até a falta de iniciativa e insegurança encontrada nos recém-formados. Ou seja, o modelo educacional convencional parece não dá mais conta de preparar indivíduos para a atuação profissional no mundo de hoje.

Na sala de aula convencional, é normal encontrar alunos preocupados apenas em absorver conhecimento sem fazer as associações necessárias ao ambiente de trabalho, há muita busca por excelentes notas, porém pouco interesse em compreender a finalidade real do aprendizado.  Esse fato é consequência da linha tradicional empregada desde o ensino básico, e como não poderia ser diferente, postergado até o superior. Porém, o ato de educar é complexo e envolve, por exemplo, o desenvolvimento de diferentes formas de pensar e solucionar um mesmo problema e, para isso, não basta que o professor transmita ao estudante uma imensidão de informações.

Esse tipo de abordagem ultrapassada possui uma visão individualista do processo educacional, não possibilitando, na maioria das vezes, trabalhos de cooperação nos quais o futuro profissional possa vivenciar a convergência de esforços. De acordo com Luís Roberto Ribeiro, pesquisador associado da UFSCar, na formação em engenharia, é comum encontrar a crítica de que os métodos de ensino-aprendizagem empregados não favorecem os atributos estipulados em suas diretrizes ou recomendados pelas associações profissionais, já que o modelo de transmissão-recepção de informações não lhes permite o desenvolvimento da criatividade, do empreendedorismo e da capacidade de aprender autonomamente.


Como alternativa a esse método, somente expositivo, surgiram alguns outros, dentre eles o PBL – Aprendizagem baseada em problemas. Ao contrário dos modelos convencionais de ensino cuja noção de competência está fortemente baseada no conteúdo, no PBL é importante saber identificar os problemas de uma situação e tomar a melhor ação de modo a resolvê-lo ou amenizá-lo. Ou seja, o conhecimento é construído ao invés de ser apenas memorizado e os alunos saem da instituição com capacidade de usá-los e inseri-los no ambiente de trabalho. Nele a situação problema é apresentada antes do conceito, assim o aprendizado é direcionado para o desenvolvimento de habilidades e atitudes profissionais.

Ainda na trajetória do ensino formal existem algumas opções em que o próprio estudante pode buscar minimizar os efeitos da fraca interdisciplinaridade e integração entre teoria e prática, trazendo um pouco do mundo profissional para o acadêmico, através de participação em empresa júnior, iniciação cientifica, projetos como o Beta EQ e todas as demais possibilidades de enriquecimento oferecidas pela sua universidade.

A formação de uma instituição de qualidade não é um caminho unilateral, depende dos esforços dos professores e da metodologia empregada, mas também da iniciativa e interesse dos alunos, pois eles serão os maiores beneficiados como futuros profissionais. Assim, e, provavelmente, somente assim, com o esforço conjunto entre discentes e docentes as barreiras impostas pelo modelo tradicional e ultrapassado serão rompidas. Há inúmeras alternativas, resta boa vontade.

Referências:


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