segunda-feira, 26 de maio de 2014

QUIMIOTERÁPICOS

(Texto enviado pelo Representante Beta EQ Mateus Almeida)

A Engenharia química, combinação da teoria da Química com a prática da Engenharia, vem revolucionando e fazendo descobertas desde seu início. E dentre suas mais importantes descobertas escolhi falar sobre os quimioterápicos, usados no tratamento contra o câncer, que devido à miscigenação genética atual, é uma das doenças que mais recorrentes pelo mundo.


Utilizada desde a década de 1940, a quimioterapia gera efeitos colaterais, por ser um método que atua muito no organismo. Os compostos químicos (quimioterápicos) atuam não só nas células tumorais, mas também nas que se renovam constantemente, como a medula óssea, os pelos e a mucosa do tubo digestivo. Os efeitos terapêuticos e tóxicos dos quimioterápicos dependem do tempo de exposição e da concentração plasmática da droga.

Os quimioterápicos são de origem sintética, com a propriedade de atual sobre microorganismos patogênicos, obtidas em laboratório, por síntese. Assim, o termo quimioterápico aplica-se essencialmente a substâncias empregadas sistemicamente, de estrutura química definida, sintetizada em laboratório ou de origem vegetal com toxicidade baixa para as células do hospedeiro e alto para o seu agente agressor.

Podem ser classificados em antiinfecciosos específicos e antiinfecciosos inespecíficos. Em relação aos específicos, possuem o que se chama de toxicidade seletiva, ou seja, a capacidade de destruir ou inibir o crescimento de um parasita sem afetar, ou afetando o mínimo possível, as células do hospedeiro.

Os antiinfecciosos inespecíficos são compostos capazes de matar ou inibir o crescimento de qualquer microorganismo, porém sem nenhuma toxicidade seletiva em relação às células do hospedeiro. Isto significa que se utilizados por via sistêmica, destruiriam igualmente as células do hospedeiro.

Contudo, a maior falha da quimioterapia é devida à resistência às drogas, que ocorre ou porque as populações celulares desenvolvem nova codificação genética (mutação) ou porque são estimuladas a desenvolver tipos celulares resistentes ao serem expostas às drogas, o que lhes permite enveredar por vias metabólicas alternativas, através da síntese de novas enzimas. A resistência é observada também nos casos em que o tratamento é descontinuado, quando a população tumoral é ainda sensível às drogas, em que a quimioterapia é aplicada a intervalos irregulares e em que doses inadequadas são administradas.

Vale ressaltar que a busca por novos tratamentos e o aperfeiçoamento dos já existentes fazem parte da vida de muitos profissionais pelo mundo.

E para finalizar, é bom lembrar que o Beta EQ tem agora parceria com a Fundação Waldyr Becker "Apoio ao paciente com câncer", que foi em primeiro lugar minha inspiração a tratar desse assunto aqui. Curta também a página no facebook:

Fonte: Trabalho apresentado à Ivan Lautenschleguer do Centro de Universitário Hermínio Ometto, como parte da integrante da avaliação na disciplina de Biofísica.

ARARAS/SP

Novembro/2010

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