segunda-feira, 26 de maio de 2014

PRODUÇÃO DE BIOCOMBUSTÍVEL ATRAVÉS DE ALGAS

(Texto enviado pelo Representante Beta EQ Mateus Almeida)

Os combustíveis fósseis são hoje os mais utilizados no mundo e sabe-se que são responsáveis pela emissão de gases que intensificam o “efeito estufa”. E diante dessa situação, criaram-se novas formas de obtenção de material necessário para produção dos biocombustíveis.

Muito comum, o biodiesel, que é geralmente obtido por meio de óleos vegetais (soja, mamona, milho, amendoim, entre outros) ou de gordura animal, vem sendo utilizado com sucesso durante anos, destacando-se ainda pelo preço mais acessível.

No entanto, uma nova fonte de produção vem sendo estudada e chama atenção pelo fato da inovação. O biocombustível a partir de algas pode mudar o cenário atual de combustíveis no mercado.

As algas foram exploradas como combustível alternativo em 1978 durante o governo do presidente Jimmy Carter. Sendo de fácil plantio e podendo ser manipuladas para crescer em grandes quantidades sem que perturbem habitats naturais, tudo de que as algas precisam são de água, luz do sol e dióxido de carbono.

A extração do óleo das algas pode ser comparado com tirar o suco de uma laranja, porém com uma reação química adicional. Elas são plantadas em sistemas de lagoas abertas ou fechadas e uma vez que são colhidas, os lipídios, ou óleos, são extraídos das paredes das células das algas.

Existem algumas maneiras diferentes de se obter o óleo das algas, são elas e seus percentuais de obtenção do óleo:

Prensagem de óleo: método mais simples – até 75%;
Com solvente hexano (combinado com a prensagem): até 95%;
Fluidos supercríticos: até 100%;
Lagoa aberta: dependendo das condições do ambiente, 100%.
             
Recentemente, a estudante americana Sara Volz, de 17 anos, em seu laboratório, montado embaixo de sua própria cama suspensa, desenvolveu um método mais barato de produzir biocombustível através das algas que os já estudados pelos cientistas profissionais.

Com seu projeto, foi a vencedora do prêmio Intel Science Talent Search, um dos mais respeitados prêmios de ciência voltado a estudantes nos EUA.

A diferença no estudo de Sara está na forma de obter das algas, células com grande quantidade de óleo. A estudante recorreu a um herbicida que mata células com baixo nível de enzima que regula a produção de óleo das algas, daí sobrando uma população de células com altíssima produção de óleo.

Contudo, percebe-se que, apesar da falta de testes reais do biocombustível obtido através das algas em carros, é muito interessante que continuem as pesquisas e expandam-se as empresas interessadas em questões de produções inovadoras no que se trata de biocombustível. Além de ajudar na não emissão de gases que agravam o “efeito estufa”, gera-se novas fontes mais “verdes” para o futuro da tecnologia em combustíveis mundial.

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