sexta-feira, 30 de maio de 2014

ENGENHEIROS JUST WANNA HAVE FUN


(Texto enviado pelo Representante Beta EQ Vinícius Pinheiro)

Um problema que afeta não apenas acadêmicos de EQ, mas a sociedade de uma forma geral é a falta de tempo. O mundo contemporâneo exige cada vez mais de nós: faculdade, cursos, provas, família, amigos, mercado de trabalho, trânsito, vida chata, “repeat”.

Vivemos rotinas cada vez mais estressantes acreditando que somos obrigados a bancar o titã Atlas, na mitologia grega era o responsável em segurar o que céu a fim de este não caísse sobre a terra. Contudo, não é bem assim. Que tal um joguinho mental? Finja por alguns instantes que você não existe, nunca existiu ou que morreu. Agora, tente imaginar como seria o mundo sem você. Sua família, seus amigos, o mercado profissional... Pensou? Chegou a que conclusão?  

Objetivo deste exercício é nos lembrar de que o mundo não é “uma função de única variável”. E perceber que é importante dar uma pausa e reavaliar algumas prioridades. Ao invés de abraçar o mundo sem planejamento ou como se ele dependesse de cada um de nós individualmente, para existir e funcionar corretamente. 

Engenheiros (assim como a maioria das pessoas) apenas querem se divertir. Nós acadêmicos da EQ passamos muito tempo enclausurados em bibliotecas, laboratórios, salas de aula ou em nossos quartos, nos matando de estudar, e isso é ótimo. Contudo, você se lembra de quando foi a última vez que saiu de casa sem hora pra voltar? Sem se sentir culpado por não ter estudado aquela matéria de fenômenos de transporte II ou aquela picuinha de sobre otimização de processos? Você por acaso está em dia com os seus seriados favoritos? E se gosta de ler, já leu quantos livros (os da faculdade não contam) este ano? Tem praticado algum esporte? Em resumo, você tem vivido além da EQ? 

Existe um mundo além da graduação e ele até pode ser ignorado, mas a qual custo? Estamos acostumados nos sentir compelidos a realizar milhões de tarefas simultâneas. Dessa forma, nos esquecemos da importância do ócio e que não podemos ser engenheiros melhores, se antes não pudermos ser pessoas melhores. E para isso, eu acredito sinceramente que é necessário parar um pouco e olhar para dentro de nós mesmos.


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